Victor Udo Usen, um garoto cristão de 13 anos – seqüestrado em novembro do ano passado por muçulmanos que pretendiam convertê-lo ao islamismo –, conseguiu fugir do cativeiro no dia 6 de março e voltou para junto de sua família.

Ele conseguiu chegar até a loja de sua mãe em Mabera, na região de Sokoto.

A mãe de Victor, Esther Udo Usen, que se mudou de sua cidade natal, Uyo, Estado de Akwa, ao sul da Nigéria, disse ao Compass por telefone que estava em sua loja quando o filho chegou. “Ele me disse que havia fugido e eu tive que contatar o pai imediatamente”, conta ela.

“Nós achamos que entrar em contato com o bispo de Sokoto, Kevin Aje, para avisar da fuga poderia atrasar a saída dele de Sokoto, então conseguimos levá-lo rapidamente para fora da cidade com a ajuda de um amigo da família”.

Esther disse que a fuga do filho foi um milagre. Ela conta que o adolescente estava recebendo aconselhamento pastoral em Uvo, aprendendo lições da Bíblia e que ela e o marido estudavam a “possibilidade de matriculá-lo em uma escola daqui”.

O pai de Victor, Udo Usen, está agradecido a Deus pela fuga. Segundo ele, os agentes de segurança locais não podiam ajudar a família no resgate. Ele conta que informou à polícia e aos agentes de segurança sobre o desaparecimento do garoto, mas diz que eles não se empenharam nas buscas, uma vez que o Estado é proeminentemente muçulmano.

Agradecimento pelas orações

“Fiquei muito feliz por meu filho ter voltado para casa”, disse Usen, que é membro de uma igreja cristã apostólica em Sokoto. “Tive que tirá-lo da cidade porque acreditamos que os muçulmanos tentarão capturá-lo novamente, assim como fizeram quando ele tentou de uma outra vez escapar deles”.

No dia 20 de fevereiro, Esther soube por uma jovem cristã que Victor havia sido localizado na casa de um vizinho muçulmano. Ela disse ao Compas que correu até o local e o encontrou. O menino chegou até a pegar nas mãos da mãe e lutou bastante com os seqüestradores antes de ser arrancado de perto dela.

Ela ouviu gritos de “Allahu Akbar” (Deus é o maior) e imediatamente uma multidão de muçulmanos agarrou o adolescente à força e o levou para longe da mãe. Eles disseram que agora o garoto era um novo muçulmano e que ela e o marido não eram mais seus pais.

Este seqüestro e a conversão forçada do garoto é apenas um caso dentre tantos outros que estão ocorrendo no Estado de Sokoto, segundo os clérigos que trabalham na região (leia mais).

“Agradeço a todos os irmãos e irmãs que estiveram em oração por minha família enquanto meu filho esteve com esses muçulmanos”, disse Udo Usen, pai de Victor.

Fonte: Portas Abertas