O arcebispo prometeu rever os investimentos da igreja, que hoje limita, mas não proíbe, aplicações em empresas ligadas a pornografia, jogo, bebida e equipamentos militares.

Uma tentativa da Igreja Anglicana de combater os juros altos na Grã-Bretanha acabou tendo um efeito indesejado.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, é o líder da Igreja Anglicana, que se separou da Igreja Católica há quase 500 anos. Agora, entrou numa guerra contra os juros estratosféricos cobrados por empresas de empréstimo de curtíssimo prazo.

Essas empresas são legais na Grã-Bretanha, mas funcionam de um jeito que lembra o dos agiotas aí no Brasil. Os clientes que não conseguem pagar são obrigados a pedir mais dinheiro emprestado até perderem tudo o que têm.

A igreja iria investir em cooperativas de microcréditos. Assim, quem precisasse de dinheiro em uma emergência não iria pagar juros de até 5000% ao ano. A iniciativa foi bem vista, até que um jornal descobriu que a igreja – indiretamente – financiava os empréstimos abusivos.

A Igreja aplicou num fundo que investiu na maior empresa do setor, chamada Wonga. O arcebispo disse que não sabia da relação, que é extremamente embaraçosa.

A empresa aproveitou a polêmica para se defender e provocar a Igreja. Publicou em todos os jornais 10 mandamentos da relação transparente com os clientes.

O arcebispo prometeu rever os investimentos da Igreja, que hoje limita – mas não proíbe – aplicações em empresas ligadas a pornografia, jogo, bebida e equipamentos militares.

[b]Fonte: G1[/b]