Um jovem judeu de 17 anos foi brutalmente espancado em Paris, em um ato “anti-semita”, segundo a comunidade judaica da França. Cinco menores de idade foram detidos após o crime, ocorrido no 19º distrito da capital francesa, um bairro cosmopolita do Nordeste da cidade, onde vive uma importante comunidade judaica.

A agressão do adolescente, que está internado na UTI gravemente ferido, suscitou ontem uma grande comoção na França e a “profunda indignação” do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que está no Estado em Israel.

De acordo com o Escritório Nacional de Vigilância Contra o Anti-semitismo, o jovem foi espancado por um grupo de seis ou sete jovens armados com barras de ferro pouco antes das 20h do sábado (15h em Brasília). “Era sabá (descanso religioso judeu tradicional do sábado) e meu filho estava voltando para casa com seu quipá na cabeça quando foi agredido”, declarou seu pai à rádio RTL. “Não há dúvida de que se trata de um ato anti-semita”, destacou Ariel Goldman, vice-presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (Crif).

O presidente Nicolas Sarkozy expressou seu apoio à família do jovem e reiterou sua “total determinação em combater todas as formas de racismo e anti-semitismo”. O primeiro-ministro, François Fillon, condenou “firmemente” uma agressão “covarde e revoltante”, e prometeu que os culpados serão levados ante a justiça.

O ataque de sábado lembra o assassinato, em fevereiro de 2006, do judeu Ilan Halimi, 23 anos, em um caso que havia provocado uma imensa comoção em toda a França. Halimi morreu depois de ter sido seqüestrado e torturado com requintes de crueldade por uma gangue da região de Paris.

Visita

O presidente Nicolas Sarkozy chegou ontem a Israel em sua primeira visita oficial ao país. Em discurso logo após desembarcar, Sarkozy disse acreditar que um acordo para encerrar o conflito entre israelenses e palestinos pode ocorrer em breve. A visita de três dias busca reforçar as relações entre a França e Israel.

A agenda inclui encontros com líderes locais, um histórico discurso no Parlamento israelense e uma reunião com os pais do soldado israelense Gilad Shalit, seqüestrado por militantes palestinos da Faixa de Gaza. Shalit tem também cidadania francesa.

Fonte: JC Online