O pastor Wladimir Furtado terá de voltar para a cadeia se não conseguir fundo para o cheque de R$ 109 mil que deu como fiança à Justiça para ser solto na madrugada de sábado (13)

O juiz federal Mauro Henrique Vieira deu um prazo até sexta-feira (19) para Wladimir Furtado, presidente da cooperativa Conectur e pastor de uma igreja evangélica, cobrir o cheque caução de R$ 109 mil que foi emitido na madrugada do último sábado (13) como pagamento de sua fiança. Furtado foi um dos 36 presos na operação Voucher, da Polícia Federal, deflagrada para combater um esquema de desvio de dinheiro do Ministério do Turismo. O cheque não tem fundos, segundo divulgou o próprio suspeito.

A Connectur é apontada como uma das beneficiárias do esquema fraudulento.

Hoje pela manhã, em entrevistas em emissoras de rádio e televisão, Furtado pediu que amigos e fiéis da igreja evangélica doassem a ele qualquer quantia em dinheiro para cobrir o cheque. Ele já conseguiu arrecadar R$ 16 mil.

No final da tarde, acompanhado do advogado Maurício Pereira, o presidente da Conectur apresentou-se à Justiça Federal, onde comunicou que “apesar de todo o esforço de familiares e amigos” não conseguiu o aporte financeiro para liquidação do cheque.

Por meio de seu advogado, Furtado pediu que o valor da fiança fosse reduzido. O juiz manteve o valor de 200 salários mínimos e estipulou o prazo para a cobertura do cheque.

Em entrevista ao UOL Notícias, Wladimir Furtado disse acreditar que conseguirá o dinheiro porque tem fé em Deus. “Em Deus tudo creio”, disse.

Furtado disse que o único bem que possui é uma casa, mas que não sabe o valor dela. Se não conseguir doações suficientes para a cobertura do cheque, venderá a casa.

“O Wladimir não tem dinheiro porque não se apropriou de nada, de nenhum recurso do Ministério do Turismo. Os figurões que foram presos pagaram a fiança com cheques sem problemas porque podem, porque tem dinheiro”, disse o advogado Maurício Pereira.

Nas entrevistas que deu, o presidente da Connectur negou mais uma vez que tenha repassado algum dinheiro para a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) do convênio de R$ 2,5 milhões firmado pela Connectur com o Ministério do Turismo. A deputada é apontada por suspeitos presos na ação como beneficiária do esquema implantado na pasta.

Pelaes é autora da emenda parlamentar que destinou os R$ 4 milhões para o Ministério do Turismo firmar o convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), pivô da investigação da Polícia Federal. A parlamentar nega todas as acusações.

[b]Fonte: UOL[/b]