Líderes cristãos de diferentes países manifestaram suas reações após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, realizada no último sábado (3). A ação, que resultou na detenção do casal e em sua transferência para os Estados Unidos, desencadeou respostas variadas de líderes religiosos e apelos por oração em meio ao cenário de incerteza no país sul-americano.
A operação foi descrita pelo presidente norte-americano Donald Trump como bem-sucedida, com forças especiais capturando Maduro e sua esposa e conduzindo-os a Nova York para enfrentar acusações relacionadas ao narcotráfico e porte ilegal de armas. Trump declarou que os EUA administrariam temporariamente a Venezuela e “fariam o petróleo fluir”.
Reações de líderes cristãos
Nos Estados Unidos, alguns líderes evangélicos expressaram apoio à ação militar. O evangelista Franklin Graham afirmou que Trump é um presidente “que não apenas fala, mas age”, e destacou em publicação nas redes sociais que o povo venezuelano estaria aliviado com a saída de Maduro, pedindo oração para que a equipe americana tenha “sabedoria de Deus” nos próximos passos.
O pastor e escritor Michael A. Youssef também comemorou a operação em suas redes sociais, argumentando que ela renova a esperança de “povos oprimidos do mundo” graças à ação “corajosa e decisiva” dos Estados Unidos.
Em contrapartida, o Conselho Evangélico da Venezuela adotou uma postura mais cautelosa. Em comunicado, a entidade afirmou que a igreja e o país vivem um período de incerteza, e estendeu orações e solidariedade aos venezuelanos que enfrentam medo e insegurança. O conselho reafirmou sua confiança na soberania divina, destacando a necessidade de serenidade em meio às tensões regionais e internacionais.
Paralelamente, figuras religiosas de outras tradições também comentaram o episódio. Durante sua mensagem do Angelus na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV pediu respeito ao direito internacional e expressou “profunda preocupação” com os acontecimentos, ressaltando que “o bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração”. Ele enfatizou a importância de superar a violência e buscar caminhos de justiça, paz e respeito aos direitos civis, com atenção especial aos mais vulneráveis.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente o governo após a destituição de Maduro e afirmou que a Venezuela busca “paz e coexistência pacífica”, propondo cooperação respeitosa com os Estados Unidos baseada na soberania e na igualdade entre nações.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer, declarou apoio à transição de poder na Venezuela, ressaltando que Maduro era considerado ilegítimo por seu governo, e enfatizou a necessidade de uma mudança segura e pacífica refletindo a vontade do povo venezuelano.
Apelo por oração e solidariedade
Enquanto isso, religiosos venezuelanos destacam a necessidade de apoio espiritual da comunidade de fé global. Em relatos recentes, pastores do país afirmam que a situação gerou um estado de medo e instrução para que a população permaneça em suas casas devido à escassez de informações confiáveis. Eles pedem que a igreja internacional ore por misericórdia para a população, proteção da vida dos civis e paz em meio à confusão que se instalou no país.
Organizações humanitárias também se manifestaram. A Visão Mundial apelou à comunidade internacional por apoio às milhões de famílias e crianças venezuelanas vulneráveis. A entidade salientou que mais de sete milhões de refugiados e deslocados internos venezuelanos estão abrigados em países vizinhos, enquanto cerca de cinco milhões de pessoas dentro da Venezuela enfrentam a fome e dificuldades no acesso a serviços básicos.
A Missão Portas Abertas pede que cristãos ao redor do mundo se unam em oração pelo povo venezuelano, destacando a necessidade de proteção aos civis e de paz em meio ao clima de medo e instabilidade. O comunicado enfatiza o desejo de que não haja derramamento de sangue e que atos de violência sejam interrompidos. Em nota, a organização reforça o convite à intercessão contínua, pedindo orações para que a Igreja na Venezuela seja fortalecida e orientada, para que os líderes ajam com humildade e responsabilidade e para que a paz de Deus traga consolo e esperança em um dos períodos mais críticos da história recente do país.
Folha Gospel com informações de Comunhão, Portas Abertas e The Christian Today

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