Sala de aula
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O Conselho Escolar de Miami-Dade, cidade da Flórida, nos EUA, rejeitou por 5 a 4, dois livros didáticos de educação sexual direcionados para alunos do ensino fundamental e médio. A decisão foi vista pelos pais como uma vitória.

A votação ocorreu no final de uma reunião do conselho escolar a qual mais de 40 membros da comunidade falaram – todos, exceto dois, que eram defensores da manutenção dos livros didáticos em questão.

Vale a pena notar, no entanto, que outros dois dos membros do conselho escolar que se opuseram aos livros, Christi Fraga e Mari Tere Rojas, disseram que receberam muitos e-mails de pais que discordaram dos livros didáticos.

Por outro lado, um dos pais que apoiaram a manutenção dos livros didáticos, Marika Lynch, mãe de três filhos, disse que “queremos que eles tenham as melhores informações? Sim. É por isso que estou aqui hoje”, declarou.

O que torna os livros tão problemáticos?

Dois pais se manifestaram contra o conteúdo dos livros didáticos. Além disso, um representante da filial da cidade de Miami-Dade, Alex Serrano, da organização conservadora County Citizens Defending Freedom, focada em ajudar os americanos a “defender a sua fé”, disse que o grupo está preocupado com esses materiais didáticos.

Serrano disse que tirou seus filhos do distrito escolar e os matriculou em uma escola particular depois de aprender sobre alguns dos – o que ele acreditava ser – conteúdo impróprio para a idade que estavam sendo ensinados.

Ele explicou. “Não somos contra a educação sexual ou reprodução humana e livros de educação sexual. Somos pela conformidade legal e adequação à idade no conteúdo… e conformidade com a lei de direitos dos pais”, declara Alex.

Ele acrescentou que discussões sobre a ideologia de gênero “não pertence” à sala de aula porque é “ideologia”, ao invés de informação educacional.

Mari Tere Rojas, membro do Conselho Escolar, que participou da votação também disse acreditar que os livros contêm capítulos com conteúdo não apropriado para os alunos. Ela disse que “não está de acordo” com a forma como é abordada pelos livros didáticos em questão.

Repercussão do caso

A votação é uma reversão da votação anterior em abril, quando o conselho votou 5-3 para adotar os materiais de aprendizagem. Dessa forma, líderes de sindicatos e professores locais não estão satisfeitos com a mudança do primeiro resultado.

Esse desenvolvimento vem logo após a implementação da lei de Direitos dos Pais na Educação da Flórida. A legislação, sancionada pelo Gov. Ron DeSantis, proíbe educadores de ensinar pré-escola até a terceira série sobre orientação sexual ou identidade de gênero.

Fonte: Comunhão com informações de CBN News

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