Segundo pesquisa, 53% dos entrevistados disseram que a Igreja Católica está “desconectada” das necessidades de seus fiéis

A maioria dos católicos americanos considera que a Igreja e sua hierarquia nos Estados Unidos estão desconectados da realidade, e deseja que o novo Papa se posicione a favor do casamento dos padres e a ordenação das mulheres, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira.

Na pesquisa do jornal The New York Times e CBS News, 53% dos entrevistados disseram que a Igreja Católica está “desconectada” das necessidades de seus fiéis, enquanto 39% afirmaram não concordar com esta posição e 7% não opinaram.

A respeito da “maioria dos bispos” americanos -comprometidos contra o casamento gay e o aborto – 49% defenderam a mesma opinião, contra 38% que acreditam no contrario.

Em contrapartida, uma pessoa a cada quatro tem uma opinião favorável ao Papa Bento XVI, enquanto 9% tem uma opinião desfavorável e um terço dos participantes preferiu não comentar.

Quase 55% deseja que o próximo pontífice seja “mais progressista”, enquanto 18% prefere alguém mais conservador, e 19% igual a Bento XVI. Mas 66% espera um Papa “mais jovem com ideias novas”.

Sete em cada dez católicos (69%) acreditam que o próximo Papa deve se posicionar a favor do matrimônio dos sacerdotes e a ordenação das mulheres. Além disso, 71% espera que seja favorável a contracepção, e 91% que seja a favor dos preservativos na luta contra a Aids.

Para a maioria dos participantes, o Papa também deve ser contra o aborto e a pena de morte.

Um católico em cada três considera que o maior desafio será a pedofilia, um escândalo que atingiu a igreja americana, e quase sete em cada dez acreditam que Bento XVI não soube tratar esta questão.
Os católicos americanos estão divididos sobre qual deve ser a origem geográfica do próximo Papa, mas quase um em cada dois (46%) pensa que isso não fará diferença.

Finalmente, 78% acredita ser possível estar em desacordo com o Papa sobre o aborto, contracepção e o divórcio e continuar a ser um bom católico.

[b]Fonte: AFP[/b]