Deputado Marcelo Crivella (Republicanos). (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Deputado Marcelo Crivella (Republicanos). (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos), apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que a bancada evangélica da Câmara dos Deputados precisa ter “sabedoria” e “manter o diálogo” com o Governo Federal. Afirmou ainda que, apesar de algumas pautas da atual gestão serem “controversas”, o governo Lula tem se esforçado para tentar conversar com os evangélicos.

As falas foram ditas por Crivella durante sua entrevista ao programa Café com Política, da FM O Tempo. “Está na hora de nós, sobretudo evangélicos, termos a sabedoria de manter o diálogo. O Brasil não ganha com animosidade e disposição para guerra. O governo tenta falar com os evangélicos, e eu tenho a impressão de que o tempo vai ajudar para que a gente encontre pacificamente a solução das nossas controvérsias”, afirmou.

O deputado também aproveitou para comentar sobre as invasões na Praça dos Três, em 8 de janeiro do ano passado. Para ele, houve exagero em algumas prisões, mas também teve falha na postura de Bolsonaro na época.

“Várias pessoas ali não participaram da destruição e hoje estão com tornozeleiras tendo que pagar advogado. Acho que esse erro vem também do governo Bolsonaro, que radicalizou sua atuação política. Agora é hora de pedir a Deus que possamos encontrar o caminho do equilíbrio”, opinou Crivella.

Outro tema polêmico e que o deputado comentou, foi a suspensão da isenção fiscal sobre os salários dos pastores por parte da Receita Federal. “Explicamos que pastores são casados, têm famílias, pagam aluguel, plano de saúde, não podem ter uma vida equiparada a um padre, que mora na igreja e tem a vida custeada pela igreja”, disse.

E completou: “E a questão é que nenhum dos dois tem carteira assinada, nenhum dos dois está protegido pela Justiça do Trabalho. Tanto pastores como padres pagam impostos como qualquer cidadão, sobre produtos e sobre renda”, explicou o deputado, que luta para a volta da isenção fiscal”.

Fonte: Comunhão com informações de O Tempo.

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