Cristãos durante culto em uma igreja no México
Cristãos durante culto em uma igreja no México

Pastores e líderes cristãos no México  precisam não apenas de uma fé sólida e um profundo comprometimento com a missão, mas nervos de aço e uma atitude corajosa, já que o país é um dos lugares mais perigosos do mundo para pregar.

Essa realidade inegável é ilustrada pelas estatísticas compartilhadas por uma organização sem fins lucrativos, com base no México, que disse que, entre 2012 e 2018, um total de 26 líderes cristãos foram mortos violentamente, dois desapareceram sem rastro e muitos outros foram alvo de sequestros.

O relatório cita dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México (INEGI, da sigla em inglês) referente às seis localizações com os maiores números de homicídios e atos agressivos no país.

Isso inclui, mas não se limita, a Cidade do México e os estados mexicanos de Guerrero, Veracruz, Chihuahua e Michoacán. Cartéis de drogas e o crime organizado controlam grandes partes dessas áreas. Todas as 26 mortes ocorreram nesses estados.

As últimas vítimas da violência no país – a primeira em 2019 e que aumentou o número de mortes de líderes religiosos para 27 – foi José Martín Guzmán Veja, de 55 anos, que conduzia uma igreja em Matamoros, no estado de Tamaulipas.

O incidente ocorreu no mês passado dentro da igreja. De acordo com pessoas na comunidade que vieram ajudá-lo, ele foi deixado para morrer. Apesar de ser levado para o hospital, morreu pouco depois.

De acordo com a organização, aqueles que ameaçam, atacam e matam líderes cristãos têm um propósito em mente: restringir o trabalho pastoral, porque veem isso como contrário aos seus interesses.

Grupos do crime organizado e senhores das drogas consideram líderes cristãos e pastores um incômodo, além de um obstáculo para suas atividades. Toda vez que um líder de igreja é atacado, relatado como desaparecido ou morto, as comunidades são desestabilizadas, deixando as pessoas com medo de mais violência.

De acordo com o diretor da organização, Omar Sotelo, “a liberdade de adoração no México está sendo dizimada, minada e ameaçada pelo crime organizado”, tornando o trabalho de líder religioso, assistente espiritual ou voluntário de igreja um dos mais perigosos no país.

A Missão Portas Abertas pede para que os cristãos orem pelos pastores e líderes cristãos no país, para que o Senhor os guarde, que eles perseverem, não desistindo de pregar o evangelho e em favor dos responsáveis pela violência, que eles conheçam a Cristo e sejam transformados por seu amor.

Fonte: Portas Abertas