O Conselho Nacional de Fátuas da Malásia emitiu neste sábado um édito religioso no qual proíbe os muçulmanos de praticar ioga, por considerar que este exercício contém elementos do hinduísmo que poderiam corrompê-los.

A autoridade que regula a relação dos muçulmanos malaios com sua fé considerou que a ioga não é só um tipo de exercício físico, mas inclui elementos espirituais hindus, adoração e cantos.

“Acreditamos que a ioga combina exercícios físicos com elementos religiosos como o canto e a adoração, com o propósito de conseguir a paz interior e, em última instância, unir-se a um Deus diferente do dos muçulmanos”, disse o diretor do conselho, Abdul Shukor Husin.

“A ioga é inadequada, pode destruir a fé de um muçulmano”, acrescentou.

A Malásia é um país de maioria muçulmana que pratica um Islã moderado em suas mensagens, mas muito conservador nos costumes.

Embora seja tolerada a poligamia, certos assuntos são considerados tabus, como o homossexualismo.

Fonte: Folha Online