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Monterrey hospedará mega evento cristão em março de 2007

Expoministérios, uma gigantesca exposição do serviço cristão à comunidade, que incluirá a apresentação do famoso pregador argentino Luis Palau, está agendado para os dias 21 a 24 de março de 2007, na cidade de Monterrey, México, segundo anunciou seu diretor, Carlos Barbieri, também membro da Associação Evangelística Luis Palau.

Barbieri destacou que o mega evento promete ser um dos maiores movimentos cristãos continentais da história do evangelho na América Latina. “Esperamos ter o privilégio de juntar sob o mesmo teto os líderes mais representativos do evangelho atual, escritores e pastores de mega igrejas, assim como reconhecidos expositores da Palavra de Deus”, frisou.

A Associação Luis Palau, líder em projetos evangelísticos, apresentará em Monterrey, além do festival do pregador, um Congresso de Liderança sobre Alianças Estratégicas para um Evangelismo Inovador e Eficaz .

A Expoministérios incluirá organizações de serviço cristão da Espanha, Estados Unidos, Brasil e de todos os países da América Latina, e culminará com a apresentação do “Festival com Luis Palau”, uma atividade evangelizadora que tem impactado cidades importantes do mundo de fala hispânica.

Os eventos ocorrerão no Parque Fundidora, dentro do qual se encontra o Cintermex, centro de convenções de Monterrey. A exposição ocupará os salões do piso principal, enquanto que o congresso, para o qual se esperam cerca de dois mil participantes, terá lugar num espaço especialmente acondicionado do terceiro piso.

No Parque Fundidora, onde usualmente ocorrem competições automobilísticas internacionais do “Grand Prix”, será realizado o Festival com Luis Palau, denominado “Monterrey 2007, Boa Música e Boas Noticias”, que receberá milhares de pessoas durante dois dias consecutivos.

A atividade conta com o respaldo das igrejas da cidade, de grandes organizações internacionais e com o convite expresso e escrito do governo do México através do Escritório de Convenções e Visitantes da cidade de Monterrey.

O diretor da Expoministérios adiantou que se espera a chegada de líderes de 1,5 mil congregações mexicanas e outros milhares dos Estados Unidos, América Latina e Europa.

“Será a oportunidade de adquirir bens e serviços dos expositores e de conhecer e relacionar-se com variados e importantíssimos ministérios de distintos lugares e contextos; sem dúvida, um grande desafio proporcional ao tempo de crescimento espiritual e ministerial que vivemos”, agregou Barbieri.

No evento cada ministério exibirá seu trabalho, convertendo as salas de exposição no maior pátio de encontros, alianças e trabalhos conjuntos visto nos últimos tempos, assegurou.

Fonte: ALC

Congregação católica renegada pela igreja cresce em SP

A Congregação dos Humildes Servos da Rainha do Amor, grupo religioso católico que atua no Jardim Peri, Zona Norte da Capital, é desautorizado pela própria Igreja Católica.

Na cadeira de rodas, com a visão bastante prejudicada em decorrência de diabetes, uma ex-professora de 67 anos faz dois pedidos ao receber o DIÁRIO. Pede para não ser fotografada e para ser identificada apenas por madre Maria de Jesus. É assim que gosta de ser chamada desde que fundou, em 1994, a Congregação dos Humildes Servos da Rainha do Amor, grupo religioso católico que atua no Jardim Peri, Zona Norte da Capital, desautorizado pela própria Igreja Católica.

– Somos uma congregação católica que espera o reconhecimento. Não desanimo, mas hoje não estou buscando muito isso (o reconhecimento) não – vai logo avisando madre Maria, que comanda os Humildes Servos sob críticas de fora e dentro da Igreja Católica.

O primeiro a se opor à congregação foi o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, que proibiu as missas na sede da congregação, exigiu que os Humildes Servos deixassem de usar o hábito característico de freiras e frades e abdicassem do Santíssimo Sacramento, representação-mor do catolicismo. Segundo sacerdotes católicos, o arcebispo chegou a escrever uma carta aos representantes da Igreja na região desautorizando o grupo do Jardim Peri.

Nos últimos tempos, a desaprovação partiu de familiares de internos do grupo religioso, que reclamaram de que os filhos romperam com a família depois que entraram para a congregação. No mês passado, duas famílias de Unaí (MG) tentaram retirar os filhos à força da sede religiosa e o caso foi parar na delegacia.

– Já recebi telefonema de um pai do Rio Grande do Sul reclamando. Ele estava desesperado, dizia que não sabia onde o filho estava. Pedi que o avisassem para falar com o pai. Mas a Igreja não pode responder pelo que acontece lá – avisa dom Joaquim Justino Carreira, bispo de Santana, na zona norte.

A despeito do não reconhecimento, a congregação cresceu nos últimos anos sob o sermão católico. A sede na zona norte conta com 34 seguidores, entre homens e mulheres, que convivem no mesmo espaço, mas dormem em recintos distintos. No local, há também uma incipiente escola de ensino fundamental, com cerca de 70 crianças que estudam, comem e passam o dia no lugar.

O grupo religioso presta atendimento a outras 60 pessoas, entre crianças e moradores de rua, que podem tomar banho e comer na congregação. Além da sede no Jardim Peri, os Humildes Servos estão presentes em outras cinco localidades, três delas em outros estados (Ceará, Bahia e Paraná).

– Nossos recursos vêm de doações. Só trabalhamos, rezamos e cuidamos dos pobres – diz a madre superiora, ex-dona de um orfanato e autora de mais de dez livros religiosos.

Quanto às leis que regem a rotina dos Humildes Servos, madre Maria fala pouco, quase nada. Só rebate a acusação de que os internos da congregação vivam enclausurados.

– Eles só não visitam as famílias porque não teríamos dinheiro para pagar as viagens. Nem os telefonemas podemos pagar. Mas os recebemos.

Entre as regras da congregação controladas por madre Maria estão proibições de barba nos homens e cabelos compridos nas mulheres e a obrigatoriedade de sempre andar de hábito e guardar ao menos três horas do dia para orações.

– Recebi uma reclamação e fiz uma visita. É uma congregação fechada e rígida, que está um pouco fora do tempo. Essas são práticas da Idade Média, que a Igreja já deixou para trás – afirma a freira Antônia Dal Mas, coordenadora regional da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Procurado, o cardeal dom Cláudio Hummes limitou-se a dizer, por meio de sua assessoria, que os Humildes Servos não têm aprovação para atuar como congregação católica.

O delegado titular do 38º Distrito Policial da Vila Amália, Jair de Castro Vicente, afirma que já recebeu duas denúncias de familiares de internos contra a congregação do Jardim Peri, mas em nenhum dos casos houve indiciamento dos acusados.

– Foram instaurados dois inquéritos, mas já foram arquivados. Não visualizei crime a se apurar – afirma o delegado.

No último caso, ocorrido no mês passado, a família de Maria Geralda Ferreira Lima, 21 anos, de Minas Gerais, acusava os Humildes Servos de manter a jovem sob cárcere privado. Ouvida pelo delegado, Maria Geralda-que virou irmã Salete Maria de Jesus-desmentiu a história.

– É difícil para a minha família aceitar, mas estou aqui porque quero – disse a irmã, que chegou à congregação há cinco anos, ainda menor de idade.

– Na época, os pais deram autorização. Hoje, é ela quem decide – diz o delegado.

Segundo Eleonora Sartori, de 33 anos, a irmã Isabel, a congregação deixou de acolher menores de idade no ano em que irmã Salete chegou.

Fonte: Globo Online

Idosa morre queimada assistindo missa na televisão

Costumada a assistir a missa através da televisão, com uma vela acesa na mão, Conceição de Jesus, de 83 anos, morreu queimada pela vela que segurava e que lhe consumiu quase 90% do corpo.

Imobilizada numa cadeira de rodas, a idosa vivia em casa de uma filha, na Freixianda, concelho de Ourém, em Portugal. Católica praticante e sem poder deslocar-se à igreja, Conceição assistia todos os domingos à missa através da televisão, sempre de vela acesa na mão, contou uma familiar.

Neste domingo, a vela teria pegado fogo em uma pequena almofada e rapidamente se espalhou pelas roupas da idosa, contou o comandante dos bombeiros, Júlio Henriques, revelando que a idosa teria “queimaduras em quase 90% do corpo”.

A filha, que se encontrava no quintal assando sardinhas, teria passado pela sala quando viu a cadeira de rodas tombada e a mãe no chão ardendo em fogo, contou a fonte policial.

O alerta para os bombeiros foi dado por volta das 13 horas, mas já nada podia se fazer. O corpo da idosa foi transportado, numa ambulância dos Voluntários, para o Centro de Saúde de Ourém e mais tarde encaminhado para o Instituto de Medicina Legal do Hospital de Tomar, onde foi realizada a autópsia.

No local estiveram ainda militares que tomaram conta da ocorrência.

Fonte: Jornal de Notícias – Portugal

Igreja Metodista Central de Piracicaba é reconhecida oficialmente

Os metodistas de Piracicaba, e até mesmo de outras localidades brasileiras, têm bons motivos para celebrar. Em pleno período de homenagens aos 125 anos de vida e missão do metodismo, na cidade, a Igreja Metodista Central é reconhecida oficialmente como a terceira Catedral Metodista do País.

Em todo o Brasil, funcionam aproximadamente mil igrejas metodistas. Os dois templos já elevados ao principal patamar religioso estão situados nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Para comemorar a conquista, que valoriza ainda mais a importância do metodismo em Piracicaba, foi celebrado Culto de Ação de Graças neste domingo (25), na novíssima Catedral, localizada na esquina da rua Governador Pedro de Toledo com a rua Dom Pedro I, no Largo do Mercado Municipal, centro da cidade.

O evento solene, que marca o descerramento da placa comemorativa em homenagem ao feito, contou com a presença do reverendíssimo bispo, João Alves de Oliveira Filho, presidente da 5ª Região Eclesiástica.

Autoridades e até lideranças de outras doutrinas religiosas, como as Igrejas Católica, Evangélica, entre outras, foram convidadas a participar da cerimônia. Cerca de 300 compareceram.

Tombada pelo patrimônio histórico, a Igreja Metodista Central integra o calendário turístico de Piracicaba. Recentemente, passou por um amplo processo de restauro concluído em março deste ano.

A obra, coordenada pelo reverendo Paulo Dias Nogueira, pastor-titular da Igreja Metodista em Piracicaba, com a colaboração ativa da comunidade, resgatou características originais da estrutura. Foi a primeira grande revitalização do templo desde a fundação do imóvel.

O processo que culminou com a transformação da Igreja Metodista em Catedral começou a ser delineado no ano passado. O reverendo Paulo Dias Nogueira explica que, na oportunidade, foi criado um grupo de trabalho denominado de GT Catedral, formado por seis pessoas nomeadas pela liderança da Igreja.

Foi produzido um dossiê composto por dezenas de páginas que relaciona, entre outros pontos, fundamentos históricos, missionários, educacionais e arquitetônicos. A documentação foi apresentada ao Colégio Episcopal, composto por oito bispos, que avaliaram todas as ponderações e decidiram pela elevação.

O pastor-titular observa que o momento é histórico. “É impossível falar em metodismo sem falar em Piracicaba. Os grandes movimentos aconteceram aqui na cidade”, reitera. O reconhecimento inédito, segundo Nogueira, não deve interromper os projetos futuros da Igreja Metodista em Piracicaba. “A hora é de reflexão, de avaliação da trajetória e da nossa missão”, observa. Durante o culto especial, o vereador João Manoel dos Santos (PTB) fará a entrega de uma moção de aplausos aos metodistas.

Fonte: Gazeta de Piracicaba

Assassino diz ter sido entregue ao demônio antes de nascer

Marcos Antônio Jesus Martins, mais conhecido como “Demônio de Delta”, disse à reportagem do Jornal da Manhã que seu pai o havia prometido ao demônio ainda na barriga da mãe.

Em entrevista exclusiva ao JM, ele falou sobre sua origem, como veio parar em Delta e os motivos que o teriam levado a se tornar um assassino em série.

Desde a adolescência, Marcos era adepto a rituais satânicos, realizados com a morte de animais. Filho de mãe católica e pai umbandista, Marcos Antônio Jesus Martins cresceu em uma cidade chamada Santa Inês, no Estado do Maranhão. Ele tem cinco irmãos, uma mulher e quatro homens. Marcos afirmou à reportagem que preteriu o Catolicismo para seguir a linha umbandista do pai.

O homem que assassinou friamente três pessoas, entre elas um padre, não chegou a conhecer o pai, que morreu quinze dias antes do nascimento de Marcos. A reportagem questionou como ele enveredou por esse caminho se o pai morreu antes de ele nascer. A explicação segue a mesma linha dos motivos que o levaram a matar três pessoas. “Eu já fui escolhido. Meu pai me entregou ao demônio antes do meu nascimento”, explica. Marcos começou no mundo da umbanda como “servente”, ajudando os freqüentadores do centro. “Depois, as entidades começaram a trabalhar comigo. A gente orava para que entidades viessem. Eu incorporava homens e mulheres”, explica.

O assassino afirmou que trabalhava com “magia negra”. Marcos recebia pelos seus “trabalhos” no centro, mas não revelou os valor dos seus préstimos espirituais. Nos rituais, animais eram mortos. Ele explicou como alguns rituais eram realizados, relatando alguns fragmentos de sessões Os objetivos dos freqüentadores eram os mais variados. Segundo Marcos, as pessoas o procuravam para reatar namoros, casamentos, ou para separar casais.

Fonte: Jornal da Manhã Online

Castidade divide opiniões até de religiosos

Há séculos religiosos optam pela castidade para se dedicarem completamente a Deus. O celibato até o casamento também não é novo: uma grande variedade de culturas tradicionais e as principais religiões monoteístas – cristianismo, islão, judaismo – prescrevem a virgindade até o matrimônio. Mas a psicologia alerta que tais práticas podem ser prejudiciais, gerando neuroses.

Entretanto, se a decisão for por opção, ao invés de ser por medo de punição, é possível ser casto sem problemas. É o que garante a psicóloga paraense Karina Darwich, 38, mestra em Psicologia: Teoria e Pesquisa do Comportamento Humano. Segundo ela, há como canalizar o desejo sexual para outras atividades. ‘Pela sublimação, a pessoa pode extravasar as energias para a solidariedade e para atividades físicas, por exemplo. Neste caso, diminuem as chances de ocorrer algum problema’, afirma a psicóloga, especialista em Psicodiagnóstico e Terapia Infantil e do Adolescente.

Neuroses podem ocorrer, diz Karina, quando a razão da castidade é o medo de ser reprovado por Deus, de punição. ‘Muitos religiosos se reprimem de maneira que pode vir a ser prejudicial psicologicamente. A pressão de evitar uma atitude pelo medo de ser condenado não é saudável’, explica.

Tal teoria é apoiada no pensamendo do psicanalista Sigmund Freud, que dizia que o sentimento de culpa é problema capital da civilização.

Ciente do que diz a psicologia, o pastor José de Arimatéia afirma não se preocupar com isso e abraça a opinião que tem a maioria dos evangélicos: sexo, apenas depois do casamento. ‘O psicólogo tem a ciência para se apoiar e nós (crentes) nos guiamos por outro parâmetro, pela parte espiritual’, diz. ‘Deus tem suas leis e elas não dependem do que diz a ciência’, afirma o pastor.

Arimatéia reconhece que o ser humano tem cinco instintos: de reprodução, auto-preservação, de possuir, de se alimentar e de dominar. ‘É natural nossa inclinação para estes instintos. A questão é que devemos dominar todos eles e como a ‘Bíblia’ deixa claro que o sexo é para depois do casamento, devemos ter controle sobre isso também’, diz.

O pastor acredita firmemente que Deus não permite que os crentes sofram neuroses por causa da castidade temporária. ‘Isto não acontece, pois é um ato voluntário da pessoa se preservar até o casamento’, fala.

O padre Djalma Lopes da Costa, 53, diretor-geral do Instituto Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, concorda com a opinião da psicóloga Karina Darwich. Para Djalma, se a pessoa decide pelo celibato por motivos errados sofrerá as conseqüências psicológicas da escolha. ‘Há pessoas que se tornam padre por orgulho, sem espiritualidade. A única maneira de conseguir é pelo dom de Deus, pois se a pessoa se dedicar completamente ao sacerdócio, a parte sexual fica em segundo plano’, explica.

‘À luz da fé, é possível ser casto de maneira saudável; de qualquer outra maneira vai ser um peso muito grande para a pessoa’, diz.

Atenções canalizadas para fé

Segundo o padre Djalma Lopes da Costa, 53, diretor-geral do Instituto Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, há pessoas que deixam de ser padre por falta de doação sincera a Deus e por falta de humildade, pois durante todo o tempo os padres são tentados. ‘A gente não deixa de ser homem, mas deve canalizar as atenções para a oração, renovação da fé. Devemos nos relacionar com todos sem nos misturar, sem nos sujar, olhar as demais pessoas como se fossem irmãs e mães’, explica.

O padre Djalma conta que até hoje é virgem. Ingressou no seminário há 30 anos, após completar curso de edificações na Escola Técnica do Pará, hoje Cefet, mas tinha vontade de ser padre desde criança. ‘Minhas brincadeiras eram de fingir missa e procissões’, conta. Após momentos de dúvida sobre o que faria na sua vida, Djalma seguiu a carreira de padre e hoje não se arrepende. ‘Se um dia eu cair, levanto, sabendo que é este o caminho que Deus quer para mim’, completa.

Tabus geram neurose coletiva

Nem todos os pastores defendem que o sexo deve ser consumado apenas depois do casamento. O reverendo Caio Fábio (foto) – famoso nas décadas de 80 e 90 por suas pregações em estádios de futebol e em programas televisivos – acredita que a Igreja Evangélica acaba por produzir milhares de neuróticos ao criar um tabu em torno do assunto. ‘Usar tabus para impedir a sexualidade, é, em si, neurose. Tudo aquilo que acontece em razão de impedimentos vinculados ao medo, vira neurose’, afirma no site www.caiofabio.com, em resposta a um e-mail de um jovem em dúvida sobre o assunto.

A idéia central de Caio Fábio é que cada crente deve seguir as limitações da sua consciência e não de uma lei instituída pela religião. Mas, dentro desta idéia, o reverendo vê como prejudicial as relações sexuais sem sentimento, sem amor. ‘Você pergunta: até onde eu posso ir? Minha resposta é simples: ..’bem-aventurado é todo aquele que não se condena naquilo que aprova’. Ou seja: quem quer que lhe diga faça ou não faça, está pecando contra a sua consciência’, diz.

Origens e comportamento

Segundo o dicionário Aurélio, ser casto é se abster de quaisquer relações sexuais. A castidade na visão religiosa significa não pecar contra o próprio corpo. O voto de celibato é exigido pela Igreja Católica a todas as hierarquias sacerdotais.

A origem da castidade, de acordo com o historiador Fernando Artur, pesquisador de história da religião, é incerta. Professores de história costumam dizer que é uma prática implementada apenas na Idade Média, para evitar que a Igreja perdesse posses em eventuais disputas de herança, mas tal afirmativa, segundo Fernando Artur, não é comprovada. ‘Pode ter sido relacionado com isso, mas foi uma série de fatores que fez a Igreja decidir, por meio de concílios, que os vocacionados para serviço exclusivo na igreja seriam castos’, diz.

Da mesma forma, diz o historiador, o sexo após o casamento tomou força na Idade Média, mas nem em todas as sociedades. ‘Na Palestina, na época de Jesus, uma mulher grávida antes do casamento, como foi o caso de Maria (mãe de Jesus), era passível de apedrejamento’, afirma. ‘Entretanto, no Japão, por exemplo, até o século XVI, a mulher casar após perder a virgindade não era visto de forma negativa pela sociedade’, completa.

Com amor e responsabilidade

O reverendo Caio Fábio acredita que obedecer a Deus em qualquer área da vida não adoece a alma: se as leis da religião estão adoecendo almas, é porque elas nada têm a ver com o espírito do Evangelho.’No amor não existe neurose, porque nele não existe fobia. Pessoas adultas de alma e que se amam responsavelmente nunca se sentem em pecado quando estão livres para fazer amor’, afirma. Assim, o pastor não condena o sexo antes do casamento, desde que seja de forma responsável e com amor.

Histórico

O historiador Fernando Artur afirma que até o início da Idade Média o casamento era uma celebração privada, um acordo entre famílias, sem ingerência da Igreja ou do poder público. ‘Demorou séculos para a Igreja conseguir se impor nesta questão e chegar ao ponto que estamos hoje’, fala. Antes disso, conta, casava-se logo após a puberdade. ‘Com 15 anos a pessoa era considerada adulta, já que a média de idade era pouco maior que 30 anos’, diz. Como hoje a expectativa de vida é mais longa, a fase considerada adulta, quando a maioria dos casamentos ocorrem, é depois do início da puberdade. ‘Este meio tempo que tem feito a sociedade quebrar o tabu de sexo apenas depois do casamento, embora a religião ainda não pense assim’, diz.

Fonte: Jornal Amazônia Hoje

Suíça é “ordenada” sacerdotisa católica em desafio ao Vaticano

Uma mulher suíça, divorciada e com quatro filhos, foi “ordenada” neste sábado, 24, sacerdotisa católica por duas teólogas durante uma cerimônia a bordo de um navio no Lago de Constança, em um desafio à Igreja Católica.

Monica Wyss, tem 46 anos e recebeu os hábitos de outras duas mulheres, uma austríaca e uma americana, informou a imprensa local.

As três mulheres provavelmente serão excomungadas, já que a Igreja Católica romana não permite que as mulheres sejam ordenadas.

Além de Wyss, a primeira suiça a se ordenar em desafio à Igreja, há cerca de 20 mulheres no mundo que tomaram a mesma atitude e se nomearam sacerdotisas, apesar do risco da excomunhão.

Em sua carta “Ordinatio Sacerdotalis” (1994), o ex-papa João Paulo II afirma que “a Igreja não tem de nenhuma maneira o poder para conferir a ordenação sacerdotal às mulheres… Essa posição deve ser definitiva e aceita por todos os fiéis da Igreja”.

O atual Papa Joseph Ratzinger já excomungou em 2002 outras sete mulheres quando chefiava a Congregação para a Doutrina da Fé.

As mulheres sacerdotizas que existem no mundo não quiseram renunciar a sua fé católica e adotar o protestantismo, que autoriza a nomeação, e consideram que a proibição do Vaticano “é um erro da Igreja e não uma regra ditada por Jesus Cristo”.

Elas também afirmam não querer criar uma nova Igreja, mas sim lutar pela igualdade dos sexos dentro da Igreja Católica Romana.

O responsável pela ordenação em 2002 das sete mulheres que foram excomungadas pelo atual Papa Bento XVI foi o argentino Romulo Braschi, um bispo independente pertencente à Igreja Católica Apostólica Carismática de Jesus Rei, que se considera um cisma da católica romana, segundo circulou na imprensa.

Em 2005, uma francesa, sete americanas, uma alemã e uma canadense foram ordenadas, e há outras sessenta recebendo formação para fazê-lo no futuro.

Monika Wyss, que procede de uma família católica praticante da região de Basiléia, no noroeste da Suiça, iniciou seus estudos de teologia na Universidade de Lucerna, mas os interrompeu em 2003 por motivos de saúde e, segundo a imprensa local, pensa em retomá-los ainda este ano.

Fonte: EFE

Episcopais decidem não ordenar mais bispos homossexuais

A resolução adotada pelos bispos e demais membros da Igreja procura “impedir a consagração de qualquer candidato (a bispo) cujo estilo de vida seja um desafio para uma igreja mais extensa e que pudesse gerar futuras rupturas”.

A Igreja Episcopal, ramo anglicano nos EUA, decidiu não ordenar mais bispos homossexuais, modificando uma norma anterior aprovada poucas horas antes.

A resolução adotada pelos bispos e demais membros da Igreja procura “impedir a consagração de qualquer candidato (a bispo) cujo estilo de vida seja um desafio para uma igreja mais extensa e que pudesse gerar futuras rupturas”.

No debate realizado durante o Sínodo Geral, ficou estabelecido que o “estilo de vida” fazia alusão aos candidatos ao episcopado que são abertamente homossexuais.

Katharine Jefferts Schori, eleita para dirigir a Igreja Episcopal na convenção dos bispos anglicanos dos EUA, apóia a ordenação de bispos homossexuais. As relações com a Igreja Anglicana no resto do mundo já eram especialmente tensas depois da ordenação do bispo abertamente homossexual Gene Robinson.

O Bispo de Rochester, Michael Nazir-Ali, afirmou que nesta altura um cisma na Igreja Anglicana é um sério risco. “Ninguém quer uma separação mas se pensarmos que praticamente temos duas religiões na mesma Igreja, algo tem de ceder em algum momento”, apontou.

Fonte: Agencia Ecclesia

Traduções do texto sagrado expandem-se nas Américas

As Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) trabalham, atualmente, em mais de 60 projetos de tradução do texto sagrado nas Américas, revelou o consultor desse organismo, Bill Mitchell

As Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) trabalham, atualmente, em mais de 60 projetos de tradução do texto sagrado nas Américas, revelou o consultor desse organismo, Bill Mitchell, ao participar do II Fórum de Ciências Bíblicas, reunido dias 8 e 9 em Barueri, São Paulo.

“A geração de missionários do pós-guerra ajudou na expansão da tradução”, disse Mitchell, reconhecendo que hoje a Internet e a linguagem dos adolescentes reforçam a necessidade de se revisar as traduções da Bíblia para que mais pessoas sejam alcançadas.

O consultor de Traduções na Área das Américas das SBU e doutor em Teologia trouxe “Informações sobre a tradução da Bíblia no mundo”, assunto que enriqueceu o II Fórum organizado pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

O Fórum teve como tema “A tradução da Bíblia para a língua portuguesa – 325 anos da primeira tradução do Novo Testamento em português”, trabalho desenvolvido por João Ferreira de Almeida.

Ainda existem no mundo cerca de três mil línguas indígenas para as quais a Palavra de Deus não foi traduzida, mencionou o pastor Norval da Silva, consultor da Associação Lingüística Evangélica Missionária (ALEM). No II Fórum, ele abordou “A tradução da Bíblia para línguas indígenas no Brasil”.

A Bíblia valoriza a língua nativa e fortalece o sentimento de identidade de um povo, afirmou Silva, alertando, contudo, que em matéria de tradução não se deve impor nada, uma vez que “a decisão tem que ser do próprio povo”.

Para o pastor Esequias Soares, presidente da Assembléia de Deus de Jundiaí, São Paulo, “nem o estilo, nem o nível de linguagem são importantes, mas sim a mensagem, que não pode ser corrompida. O que importa é que o homem conheça a vontade de Deus”, assinalou, ao falar sobre “A tradução da Bíblia e a obra missionária”.

As pessoas não precisam saber hebraico, aramaico ou grego para conhecer o Evangelho. “A pregação é feita na língua do povo e a História mostra isso”, frisou Soares.

Durante o evento, que teve por palco o Museu da Bíblia, em Barueri, foi lançado o livro “Fórum de Ciências Bíblicas – volume 1”, que reúne as palestras da primeira edição dessa iniciativa, realizada no ano passado, e que teve por temática principal os 1.600 anos da primeira grande tradução ocidental da Bíblia – Jerônimo e a tradução da Vulgata latina.

Fonte: ALC

Telões em igrejas atraem torcedores na Alemanha

A Igreja Johanneskirche em Colônia é uma das cerca de duas mil comunidades luteranas da Alemanha que se transformaram em palco da transmissão dos jogos durante a Copa do Mundo na Alemanha.

Até 9 de julho, dia do encerramento do Mundial, a igreja fica aberta não só aos paroquianos, mas a toda a comunidade de fãs.

“Tivemos um Mundial na Alemanha pela última vez há mais de 30 anos. A Igreja não pode ignorar um evento destes”, disse o pastor Martin Garbisch. “Um torneio de futebol é uma festa, cada partida envolve muitas emoções, muitas vezes até euforia. Queremos dar oportunidade aos membros da comunidade para que vivenciem estes momentos.”

Além disso, futebol e religião têm muito em comum, assinala Garbisch. “Muitos jovens idolatram seus jogadores preferidos. Desde o jogo entre Alemanha e Polônia, David Odonkor, da seleção alemã, por exemplo, passou a ser chamado de ‘deus do cruzamento’, por ter servido o artilheiro Neuville”, observa.

Não só para famílias

A iniciativa foi bem recebida pelos membros da paróquia. Cerca de 100 pessoas assistiram ao jogo de abertura da Copa na Johanneskirche. A partida da da seleção alemã contra o Equador, na terça-feira, chegou a ter até mais visitantes. “Não contávamos com tamanho público, pois o jogo foi à tarde”, admira-se o pastor.

Stefan, de 37 anos, trouxe um amigo para ver a partida, cuja vitória valeu à Alemanha a liderança do Grupo A. “Estou aqui por curiosidade. Um colega me contou desta possibilidade e vim para ver como é. Já assisti a jogos em muitos lugares: no estádio, no bar, no centro da cidade. Mas numa igreja é algo especial”.

Outra espectadora, Nicole, já veio pela segunda vez. Como muitas outras famílias, ela trouxe o filho. “Meu marido é policial e por isso durante a Copa quase sempre faz plantão . Não gosto de ir com a criança ver o jogo em um bar ou numa praça cheia de gente. Na igreja é mais seguro e as crianças gostam”, comenta.

Cerca de 20 crianças acompanharam a partida na primeira fileira, sem dispensar as salsichas e o pão típico pretzel. O torcedor mais jovem tinha um ano de idade.

Otimistas apostaram certo

Anika, de sete anos, foi a única a acertar o palpite em relação ao placar final: 3 x 0 para os alemães. Na realidade, foi seu segundo palpite. Da primeira vez, ela havia apostado que a Alemanha venceria por 10 a 0, mas mudou de idéia porque os “adultos riram muito”.

Nem todos se alegraram com a vitória. “Vencer o Equador não é grande mérito”, diz um dos torcedores que acompanhou o jogo na igreja. “Qualquer clube amador os derrotaria”, completa. Mas Stefan contesta. Ele está satisfeito com a apresentação dos alemães.

“Nossa equipe venceu, pois jogou bem. Teve bom controle de bola e atacou constantemente. Não há o que criticar porque nos jogos anteriores o Equador mostrou que é um adversário forte”.

Fonte: DW – WORLD

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