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Fiéis protestam contra violência na Marcha para Jesus de Guarulhos

As cerca de 2 mil pessoas que estiveram presentes na 3ª edição da Marcha para Jesus da cidade de Guarulhos, neste sábado, aproveitaram para protestar contra a violência em São Paulo.

A Marcha representa a vontade do povo de abençoar a cidade com orações conjuntas a Jesus disse o pastor Levi Capellari, presidente do Conselho de Ministros Evangélicos de Guarulhos (Comeg).

– Nosso objetivo também é protestar contra a violência e a corrupção no país – afirmou ele.

A concentração dos fiéis partiu às 10h30 do Bosque do Maia, no centro da cidade, em direção ao Parque Continental 2, totalizando 3,5 quilômetros percorridos pelos evangélicos. Por volta das 12h, o público alcançou o destino final da Marcha, onde várias bandas de música gospel se apresentaram sobre um palco montado. Os shows se estenderam até às 22h.

Durante todo o trajeto, os fiéis acompanharam quatro trios elétricos que transportavam bandas evangélicas. Entre uma música e outra, os pastores incentivavam gritos de protesto contra a violência e a precariedade do sistema público de ensino no município.

– Governadores, autoridades, é Jesus Cristo quem comanda esta cidade – entoavam os fiéis repetidas vezes.

– Eu vim para orar pela minha cidade – disse o pedreiro Adaério Santos Silva, que acompanhou a marcha ao lado de sua mulher grávida de sete meses, a filha de quatro anos e uma sobrinha.

Uma vida melhor em Guarulhos também era o objetivo da participação da dona-de-casa Daniela Soares da Silva, de 30 anos, na Marcha para Jesus. Ela levou seu filho de dez meses para participar do evento.

– Assim ele já vai crescendo ao lado da palavra do Senhor – disse a dona-de-casa, que pedia mais oportunidades de emprego.

Fonte: Globo Online

Ataques israelenses deixam as igrejas católicas de Beirute vazias

Algumas das mais importantes igrejas católicas de Beirute celebraram ontem a missa de domingo para um número escasso de fiéis, num dia em que, normalmente, centenas de pessoas assistem à cerimônia nos templos católicos.

A igreja de São Francisco dos Capuchinhos celebrou a missa para apenas 30 fiéis, em sua grande maioria cidadãos de origem filipina.

“Fiquei porque trabalho aqui e se o meu chefe fica, eu não posso ir. Ele está pensando em ir para as montanhas, mas quer esperar um pouco”, comentou um jovem que se identificou como George e que trabalha para uma família libanesa.

George reconheceu que a missa deste domingo foi atípica porque normalmente a igreja fica lotada e é difícil encontrar um lugar para sentar. O sermão, falado em inglês, não fez referências explícitas ao que acontece no Líbano.

Na igreja do Rosário, onde normalmente os fiéis têm que assistir à missa do lado de fora, a situação foi semelhante.

Nabil, que trabalha na igreja, disse que os fiéis estão “a favor do Líbano”. “Esperamos que todos os presos libaneses sejam libertados em breve das prisões israelenses e que os dois soldados (de Israel) voltem em breve para suas famílias”.

O jovem acrescentou que sua congregação “deseja que a União Européia intervenha e que detenha a agressão israelense contra os territórios libaneses”.

“O Hisbolá não está aqui, por isso está mais tranqüilo. Mas o Hisbolá e os xiitas são libaneses, cidadãos e irmãos. Por isso hoje rezamos pela paz no Líbano e em todo Oriente Médio”, ressaltou.

Fonte: Último Segundo

Líderes cristãos comentam a sharia na Nigéria

Bandeira da NigériaO reverendo Joseph Hayap, secretário da Associação Cristã da Nigéria e pastor da Convenção Batista Nigeriana , tem testemunhado conflitos religiosos no estado de Kaduna, norte da Nigeria, desde 1987 e, segundo ele, esses conflitos resultaram na morte de mais de 25 mil cristãos e na destruição de cerca de 500 igrejas.

Joseph faz alusão à crise constitucional desencadeada com a imposição da sharia (código legal islâmico) em 12 Estados do norte do país. Ele identifica o desejo muçulmano de colocar o Alcorão acima da Constituição nigeriana como a causa principal do conflito religioso.

Para Joseph, essa atitude leva os muçulmanos a acreditarem que estão acima da lei.

“O problema que nós temos na Nigéria é a falta de aplicação da lei”, disse ele. O islamismo é visto como uma religião cujos seguidores não podem estar sujeitos à lei.

O Estado de Kaduna agora opera com um sistema legal duplo: o sistema legal comum e o da sharia. O governo de Kaduna afirma ter estabelecido cortes comuns para servir os cristãos e os animistas.

Contudo, Joseph disse que as cortes comuns estão atuando conforme as práticas religiosas de animistas e, conseqüentemente, não atendem aos interesses dos cristãos. Ao permitir o sistema dual, o governo apenas tenta criar a impressão que estava se dirigindo à injustiça feita aos cristãos.

“A verdade é que a lei da sharia, ou as cortes da sharia no Estado de Kaduna, foi dada muçulmanos. Mas, os cristãos não receberam nada, porque que as cortes comuns não são para eles”, disse Joseph.

Ele diz que os cristãos rejeitam a sharia não por oposição às cortes ou às suas proibições. Os cristãos na Nigéria rejeitaram a sharia porque ela impede o evangelismo. “Com a sharia, se um muçulmano ouvir o evangelho e decidir receber Jesus, ele será morto pelos muçulmanos por se converter ao cristianismo”.

Desvio de Fundos Sociais

Uma outra razão que os líderes cristãos se opõem à sharia é que os recursos doados para serviços sociais podem ser desviados para a propagação do islamismo.

Além de Joseph, outras pessoas pensam assim: Ali Buba Lamido (bispo anglicano da diocese de Wusasa em Zaria); o diácono Saidu Dogo (secretário-geral do CAN no norte da Nigéria); e o Dr. Bitrus Gani (presidente dos Governadores da Esperança para o Centro de Cegos em Zaria). Esses líderes cristãos afirmam que os recursos destinavam-se para serviços tais como hospitais, escolas, estradas e utilidades públicas. Os recursos são desviados agora para a construção de instituições islâmicas, pagamento de juízes muçulmanos e para atrair ao islamismo cristãs e órfãos pobres.

Eles declaram que os cristãos inocentes e incultos são levados diariamente para as cortes islâmicas. São citados numerosos casos de cristãos processados e presos por cortes islâmicas – ou julgados nessas cortes – enquanto o governo nigeriano parece incapaz de intervir.

O diácono Saidu confirma o fato de que os cristãos do campo, inocentes e pouco instruídos, se tornam vítimas da lei islâmica.

“De maneira geral, descobrimos que a sharia foi introduzida para enganar pessoas que não são cultas o suficiente para entender a implicação dessa lei”, disse Saidu. Ele conta que líderes muçulmanos, com o uso da sharia, punem de maneira injusta os menos privilegiados no norte da Nigéria, principalmente os cristãos.

Saidu acrescentou que os governos controlados por muçulmanos proíbem o ensino do Conhecimento Religioso Cristão aos alunos cristãos em escolas, e as agências de mídia nestes Estados são proibidas de transmitir programas cristãos.

Ele disse que as autoridades de planejamento da cidade não permitem que igrejas construam em suas propriedades, e, por isso, os prédios de igrejas foram demolidos.

“Agora as igrejas tornaram-se alvos dos responsáveis pelo planejamento da cidade”, disse ele. “Essas agências de governos islâmicos derrubam igrejas à vontade, alegando que tais igrejas são estruturas ilegais”.

Além disso, disse ele, sempre que os cristãos constroem casas e as convertem em igrejas, (já que o governo reprova as solicitações para os prédios de igrejas), essas casas são marcadas como estruturas ilegais e demolidas.

“Todavia, muçulmanos em todos os lugares constroem mesquitas e sem precisar de aprovação”, disse Saidu. “Isso é o que significa ser um cristão em Estados islâmicos como o de Kaduna.”

Cristãos sentem-se discriminados no Oriente Médio

Muitos cristãos estão fugindo do Oriente Médio e de alguns países asiáticos devido à discriminação social e econômica, segundo um relatório da organização católica “Ajuda à Igreja que Sofre”, apresentado recentemente numa conferência em Lisboa.

Segundo o documento intitulado “Relatório 2006 Sobre A Liberdade Religiosa no Mundo”, o êxodo dos cristãos no Oriente Médio e em alguns países asiáticos deve-se, em larga medida, à pressão e à discriminação social e econômica das minorias cristãs em países onde o islamismo é considerado (constitucionalmente) religião oficial do Estado.

“Atingidos também pela ameaça do terrorismo, os cristãos escolhem, em muitos casos, o caminho do exílio para o Ocidente. É o caso do Iraque e da Palestina, onde é elevado o risco de extinção das comunidades católicas de rito oriental”, refere o documento.

No Irão, os católicos batizados que em 1973 representavam 0,1% da população hoje são apenas uma ínfima percentagem (0,01%).

No mesmo período, no vizinho Iraque, a presença cristã diminuiu em dois terços e na Palestina passou de cerca de 12% para 1%.

Contudo, a perseguição às minorias religiosas não é uma exclusividade dos países islâmicos, verificando-se igualmente em alguns países majoritariamente budistas ou ateus na Ásia e na Europa de Leste, na América Latina e até mesmo em alguns países ocidentais, ainda que em menor expressão.

Na Índia a atividade missionária é objeto de violência sistemática, chegando ao homicídio, como no caso de um sacerdote católico e de um pastor protestante.

Dependente do Vaticano, a organização católica Fundação Ajuda à Igreja que Sofre foi criada em 1945 pelo padre belga Werenfried para dar auxílio a pessoas perseguidas pelas suas crenças religiosas.

O relatório aborda a situação em 190 países ao nível dos direitos constitucionais e da legislação nacional em matéria religiosa e foi elaborado com base em testemunhos de representantes religiosos, documentos oficiais, dados de agências noticiosas internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos.

Os extremismos da perseguição por motivos religiosos e das violações à liberdade de culto encontram-se referenciados ao longo de todo o relatório, que indica a ocorrência de assassinatos, atentados, seqüestros e detenções de representantes religiosos ou de crentes.

Relativamente ao Oriente Médio, o relatório refere que as violações à liberdade religiosa praticadas derivam de legislação restritiva e discriminatória, como as leis contra as conversões (mudança de uma religião para outra) e contra a blasfêmia (difamação de caráter religioso), que na prática muitas vezes são utilizadas para outro fim: a discriminação das minorias religiosas.

Na Europa, o documento analisa 14 países, dando especial destaque aos países de Leste e à Turquia.

Diz o relatório que em alguns países da antiga União Soviética é ainda difícil abrir-se o caminho à idéia da autonomia da religião em relação ao Estado, embora na Geórgia e na Rússia se registrem alguns avanços na desnacionalização das Igrejas.

Na Rússia, a posição do Estado a respeito das comunidades religiosas registrou melhorias, sendo apoiado o diálogo entre as igrejas, mas no interior da sociedade russa surge ainda com alguma expressão o anti-semitismo, que registrou u m ponto alto no grave atentado à Sinagoga de Moscovo, no dia 11 de Janeiro de 2006.

Na Turquia, foram dados passos no sentido de atribuir mais direitos às comunidades religiosas cristãs, tendo sido aprovado em Junho de 2005, pelo Parlamento, um pacote de reformas que reafirma o respeito pela liberdade religiosa, instituindo como delito o impedimento à expressão do credo religioso, que passou a ser punido com uma pena até três anos de prisão.

A Comissão Européia, na proposta para a admissão da Turquia como parceiro, especificou que Ankara terá de assegurar o reconhecimento da plena “liberdade de religião”.

No entanto, em 05 de fevereiro de 2006, na cidade de Trebisonda, um rapaz muçulmano matou a tiro um sacerdote católico italiano na Igreja de Santa Maria.

O relatório faz ainda uma referência a França, país europeu que baniu inteiramente o ensino da religião das escolas públicas, por ter aplicado com dureza a lei de Março de 2004 sobre a ostentação dos símbolos religiosos em ambientes públicos, levando a inflamadas polêmicas conseqüentes à proibição de usar o véu feminino islâmico nas escolas da república.

Na América, o relatório destaca a Venezuela, Cuba e Colômbia.

Apesar dos esforços de pacificação, prosseguem os homicídios e a violência por parte de organizações terroristas contra os expoentes religiosos na Colômbia.

Na Venezuela, é visível o agonizar das tensões entre o Estado e a Igreja Católica, enquanto Cuba reduz fortemente o papel da igreja nos espaços educativos e social, impedindo a livre evangelização.

O “Relatório 2005 Sobre a Liberdade Religiosa no Mundo” foi apresentado em junho, pelo diretor da ACS na Itália, Attilio Tamburrini, pelo diretor da AsiaNews, Bernado Cervellera, pelo presidente da ACS internacional, Hans-Peter Roethlin, e pelos jornalistas Magdi Allam e Orazio Petrosillo.

Fonte: Portas Abertas e Diário Digital/Lusa

Arcebispo pivô de escândalo diz que voltou para a mulher

Um arcebispo africano cujo casamento em 2001 causou um escândalo na Igreja Católica Romana disse nesta sexta-feira em uma entrevista que voltou com a esposa e que estaria preparado para as conseqüências.

O arcebispo Emmanuel Milingo, que no mês passado desapareceu de sua residência nas imediações de Roma, reapareceu ontem em uma entrevista coletiva em Washington D.C. dizendo estar vencendo a causa dos padres casados.

Milingo chocou a igreja ao se casar com a acupunturista sul-coreana Maria Sung, em uma cerimônia presidida pelo reverendo Sun Myung Moon, da Igreja da Unificação. Depois ele renunciou ao matrimônio, com as ameaças do Vaticano de que iria excomungá-lo.

Agora, na entrevista televisiva, Milingo disse que considera que o casamento “é para toda a vida”, acrescentando acreditar estar fazendo o que é certo. Ele adiantou ainda que seu novo objetivo, a partir de agora, será lutar para acabar com o celibato na Igreja.

O Vaticano informou ontem que está preparado para agir e que não haveria outra alternativa senão a de condenar o religioso.

Vaticano lamenta declarações do ex-arcebispo de Lusaka

O Vaticano lamentou, sábado num comunicado, as declarações atribuídas ao ex-arcebispo zambiano controverso, Emmanuel Milingo, que sugere que os padres católicos sejam autorizados a casar-se.

Desaparecido em 2001, o ex-arcebispo de Lusaka, que tem actualmente mais de 70 anos de idade, chocou com o mundo católico quando reapareceu em Nova Iorque (Estados Unidos) para se casar com Maria Sung, uma acupuntora sul-coreana de 43 anos de idade, durante uma e missa presidida pelo reverendo Sun Myung Moon, da Igreja da Unificação.

O defunto Papa João Paulo II interveio pessoalmente para salvar Milingo duma possível excomunião e, depois dum ano de reabilitação na América do Sul, partiu para um convento perto de Roma, capital italiana.

Mas, Milingo deu novamente que falar quando desapareceu em Junho passado para reaparecer quarta-feira última em Washington DC (Estados Unidos), onde teria dado uma conferência de imprensa sugerindo que os padres católicos sejam autorizados a renunciar ao seu voto de celibato eclesiástico.

Ter-se-ia casado com Maria Sung apesar de a Santa Sé se ter oposto a esta união em 2001.

O Vaticano disse, num breve comunicado, não ter recebido ainda “informações precisas sobre o objetivo da viagem para os Estados Unidos do monsenhor Emmanuel Milingo, arcebispo emérito de Lusaka, na Zâmbia”.

“No entanto, se as declarações que lhe foram atribuídas relativamente ao celibato eclesiástico forem verdadeiras, a Igreja só as vai deplorar”, acrescentou o comunicado do Vaticano.

O celibato eclesiástico é uma doutrina única que distingue os católicos das outras confissões cristãs mas os peritos religiosos estimam que o questionamento desta doutrina só poderá complicar o problema dos padres abusivos que a Igreja Católica, que possui cerca de um bilhão de fiéis, tenta controlar.

A religião cristã em geral atravessa momentos difíceis face à profunda divisão da comunidade anglicana entre os seus pastores puritanos africanos e os seus homólogos europeus mais liberais no que diz respeito à ordenação oficial dos padres homossexuais.

Fonte: PanaPress

Evangélicos retiram-se do Congresso de Educação

Os líderes evangélicos que participavam do Congresso Nacional de Educação, reunido em Sucre, na Bolívia, de 10 a 14 de julho e que tinha por propósito redigir o anteprojeto da Nova Lei da Educação Boliviana, abandonaram a reunião na manhã desta sexta-feira, 14, por “não terem sido levados em conta”.

A retirada da delegação da Associação Nacional de Evangélicos da Bolívia (ANDEB) foi informada em comunicado, assinado pelo presidente da organização, Bruno Ossio e outros diretores. O texto assinala que a decisão foi tomada depois que seus delegados expuseram ao Congresso de Educação a posição das igrejas evangélicas, que, no entanto, na foram consideradas.

“Acreditamos firmemente que não podemos firmar e respaldar um documento que é contrário à vontade manifestada pelo povo boliviano e que vai contra os nossos princípios e valores, negando-nos a liberdade de formar os nossos filhos conforme a nossa fé”, indicou a ANDEB.

Os evangélicos também lançaram um chamado público pedindo a participação de todos os setores da igreja para coordenar ações que coadunem na mudança do novo sistema educativo.

“Esperando seus aportes e respaldo, pedimos a todo o povo cristão-evangélico que dedique um tempo especial de oração pela educação na Bolívia, pedindo a Deus que nos ajude a fazer respeitar a liberdade necessária para formar nossas crianças e jovens dentro dos princípios e valores estabelecidos pela Palavra de Deus”, conclui o comunicado.

A retirada dos evangélicos ocorreu após uma série de desencontros que ganharam vigor na quinta-feira, quando a ANDEB lamentou que seus posicionamentos tinham sido rechaçados, “apesar do veemente pedido e explicação por nossa parte, o que nos mostra que há uma consigna ideológica em todo o anteprojeto”.

As posições dos evangélicos centraram-se numa liberdade plena e integral de culto, na tutoria dos pais sobre os filhos para formá-los conforme a sua fé, e na defesa do pluralismo nas escolas. Também reivindicaram a substituição no documento do termo “laico” por “pluralismo religioso”, e que os mestiços fossem considerados como uma categoria entre as etnias do país.

Outro ponto demandado pelos evangélicos, e que também não encontrou eco, foi a observação de que estavam procedendo ao contrário da vontade da grande maioria do povo boliviano ao não admitirem o termo Religião no sistema educacional.

Fonte: ALC

Papa denuncia atos terroristas e represálias no Oriente Médio

O Papa Bento XVI denunciou neste domingo os “atos terroristas” e as “represálias” executadas pelas diferentes partes no conflito do Oriente Médio.

“As informações procedentes da Terra Santa nos últimos dias representam para todos uma razão de grave preocupação, particularmente devido ao aumento das ações de guerra no Líbano e às numerosas vítimas entre a população civil”, declarou o Papa durante o Angelus celebrado em Les Combes, no vale de Aosta (norte da Itália), onde passa férias.

“Há infelizmente situações objetivas de violação do direito e da justiça na origem destes confrontos sem piedade”, prosseguiu Bento XVI.

“Porém, nem os atos terroristas nem as represálias, sobretudo quando existem conseqüências trágicas para a população civil, são justificáveis”, opinou.

“A experiência amarga demonstra que este caminho não leva a resultados positivos”, afirmou Bento XVI.

O Papa convidou as Igrejas do Oriente Médio a uma oração especial pela paz na Terra Santa e em toda a região. Também pediu aos políticos que sejam razoáveis e abram novas possibilidades de diálogo e entendimento.

Fonte: AFP

Comunicadores analisam política e fundamentalismo religioso

O presidente da Associação Mundial de Comunicação Cristã (WAAC, a sigla em inglês) para a América Latina, Dennis Smith, disse que muitas pessoas encontram nos movimentos fundamentalistas religiosos um sentido de disciplina e auto-estima.

Assim que conseguem sobreviver em ambientes políticos e econômicos conturbados, a exemplo do cenário latino-americano.

“As pessoas buscam essas alternativas precisamente porque as instituições religiosas tradicionais, católicas ou protestantes, não respondem adequadamente às suas necessidades”, frisou Smith na abertura do encontro anual dos membros da subregião Brasil da WACC, realizado na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), dias 7 e 8 de julho.

O encontro de São Paulo reuniu 36 comunicadores das igrejas católica, luterana e metodista. Na ocasião, o Brasil sediou pela primeira vez a Cátedra Itinerante da WACC América Latina, que em 2006 enfoca a temática “Fundamentalismos Religiosos, Política e Comunicação”.

Missionário presbiteriano que trabalha no Centro Evangélico de Estudos Pastorais na América Central (CEDEPCA), da Guatemala, Smith considerou “inútil” travar competições com os neopentecostais, mas destacou a importância das igrejas “reimaginarem” suas estratégias pastorais, sua teologia, tradições teológicas, missiologia e eclesiologia à luz da conjuntura atual.

“Eu, de minha parte, seguirei presbiteriano e tratarei de ajudar a minha igreja a posicionar-se nesta nova realidade”, anotou.

Pesquisador e doutorando em Ciências da Religião pela UMESP, Saulo Baptista também ministrou palestra no encontro de São Paulo. Elefalou sobre “Fundamentalismo e Identidade no Campo Evangélico Brasileiro”.

Segundo Baptista, 15% da população brasileira pertencem a igrejas protestantes e pentecostais. Desse percentual, sete milhões são de protestantes e evangélicos tradicionais e 20 milhões de pentecostais e neopentecostais. “As ‘religiões de espírito’ crescem assustadoramente, apesar de terem menos de um século de presença na sociedade brasileira”, frisou.

O pesquisador argumentou que veículos de comunicação e a própria sociedade brasileira identificam os evangélicos como grupos que se destacam por práticas mercadológicas e midiáticas. “A identidade evangélica foi conquistada pelo neopentecostalismo”, afirmou.

Quanto à crescente influência das igrejas pentecostais, Baptista disse que embora essas denominações tenham lideranças autoritárias e centralizadoras que manobram os fiéis, elas conseguem incluir marginalizados sociais e elevar a auto-estima dos seus seguidores.

Fonte: ALC

Bispo espanhol analisa encontro do Papa com Zapatero

O Bispo de Tarazona, Espanha, Dom Demetrio Fernández González, publicou um comentário sobre a recente visita de Bento XVI a Valença, para o encerramento do V Encontro Mundial das Famílias, no qual analisa, sobretudo, o encontro do Papa com o Chefe do Governo espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero.

Dom Fernández González assinala que se tratou de um “encontro sossegado, que ambos qualificaram de respeitoso e cordial, num dia memorável para a Igreja no mundo, para a Espanha e para Valença”.

O prelado considerou, no entanto que, no encontro entre o Papa e Zapatero, havia “discrepâncias de fundo, que somente podem ser enfrentas com um profundo respeito mútuo e com a apresentação firme das próprias convicções”.

Dom Fernández González ressaltou que “o Papa e a Doutrina da Igreja convidam os católicos a viver o casamento segundo o projeto de Deus: um homem e uma mulher, estavelmente comprometidos e abençoados por Deus, em seu amor humano, abertos generosamente à vida”.

Além disso, sublinhou que a Igreja convida os fiéis a levar seu conceito de casamento à vida pública e ao Parlamento, enquanto Zapatero, partindo de sua ideologia laicista, prescinde de Deus e trata as coisas como se Deus não existisse, preferindo que a fé seja um assunto privado, sem incidência na vida social. Uma profunda discrepância, portanto, observou o Bispo em seu comentário, que se resolve somente num clima de mútuo respeito, apesar do choque frontal das duas concepções.

Dom Fernández enfatizou que “a Igreja não pede privilégios, mas quer apenas poder exercer com liberdade a missão que Cristo lhe confiou”.

Fonte: Radio Vaticano

Grupos cristãos apóiam ofensiva de Israel no Líbano

Grupos cristãos pró-Israel no Estado judeu e nos EUA manifestaram apoio à ofensiva que o Exército israelense realiza há quatro dias no Líbano, informou nesta sexta-feira a edição eletrônica do jornal “Haaretz”

“Esse (a morte e o seqüestro de militares israelenses pelo Hezbollah) foi certamente um ataque não-provocado e Israel tem o direito de ir lá e bombardeá-los”, comentou Ray Sanders, diretor-executivo da instituição Cristãos Amigos de Israel. “Precisamos deixar bem claro que o que o Hezbollah fez foi um ato de injustiça, e Israel tem todo o direito de se defender”, emendou.

Earl Cox, âncora de uma rádio evangélica de Jerusalém, chamou as ações do Hezbollah de “bárbaras” e pediu que a ONU se manifeste em favor de Israel.

Foguetes atingem a cidade israelense de Tiberíades

A cidade israelense de Tiberíades, ao nordeste do país, foi atingida neste sábado pela primeira vez por foguetes disparados a partir do Líbano. O ataque deixou vários feridos, informaram fontes militares.

Pelo menos três foguetes caíram na cidade, um dos locais sagrados da tradição cristã.

Um dos projéteis caiu perto de um hotel, segundo as mesmas fontes, que não anunciaram o número de feridos nem sua gravidade.

Os dirigentes da milícia libanesa do Hezbollah prometeram realizar uma “guerra aberta” contra Israel, que executa uma ampla ofensiva contra o Líbano desde quarta-feira.

Até o momento, os foguetes disparados pelo Hezbollah contra Israel atingiram pontos situados a 40 km da fronteira libanesa. Três deles caíram na cidade de Haifa, a terceira maior de Israel.

Dez civis mortos em bombardeio israelense no Líbano

Pelo menos dez civis, em sua maioria crianças, que fugiam de um vilarejo no sul do Líbano por ordem do Exército israelense, morreram neste sábado queimados por mísseis israelenses disparados contra seu comboio, informou uma fonte médica.

Outras seis pessoas com queimaduras foram internadas no hospital do governo de Tiro.

Cem obuses caíram neste sábado sobre os vilarejos fronteiriços, situados ao longo da linha azul traçada pela ONU como fronteira entre Israel e Líbano

Papa pede “que todos parem com a violência” no Oriente Médio

O Papa Bento XVI pediu ontem na localidade alpina italiana de Les Combes, em Valle d’Aosta, que “todos parem com a violência” no Oriente Médio.

“Rezemos e esperemos que o Senhor ajude, especialmente que todos parem a violência”, disse o Pontífice aos jornalistas que o acompanham nestes dias de descanso em Valle d’Aosta, ao noroeste da Itália.

O Pontífice lembrou que ontem a Santa Sé já emitiu declarações sobre o assunto, em referência às feitas pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Angelo Sodano, que “lamentou” o ataque israelense ao Líbano.

Sodano ressaltou que “o direito à defesa de um Estado não exime do respeito às normas do direito internacional”, e disse que teme que a situação no Oriente Médio “acabe em um conflito de repercussões internacionais”.

“As notícias que chegam do Oriente Médio são muito preocupantes.

O Papa Bento XVI e todos seus colaboradores acompanham com grande atenção os últimos dramáticos episódios que correm o risco de acabar em um conflito com repercussões internacionais”, afirmou Sodano.

O secretário de Estado vaticano acrescentou que, “como no passado”, a Santa Sé condena “tanto os ataques terroristas de um como as represálias militares dos outros”.

A Santa Sé, disse Sodano, lamenta o ataque ao Líbano, “uma nação livre e soberana”, e expressa “sua proximidade” àqueles povos “que já sofreram já na defesa de sua própria independência”.

“Mais uma vez, é evidente que o único caminho digno de nossa civilização é o do diálogo sincero entre as partes”, afirmou o cardeal.

Entenda a nova crise entre Israel e Líbano

O Oriente Médio mergulhou em uma nova crise. O jornalista da BBC Tarik Kafala explica os principais pontos da crise.

Como começou a mais recente crise?

O ataque do grupo xiita libanês Hezbollah em Israel – em que oito soldados israelenses foram mortos, e dois, capturados – foi encarado como uma ação surpreendente e provocativa.

Alguns dizem que o objetivo do Hezbollah era testar o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que é inexperiente em crises militares.

O líder do grupo libanês, Hassan Nassrallah, disse que os soldados foram capturados como forma de pressionar o governo de Israel a soltar milhares de prisioneiros palestinos.

A ação é uma manifestação clara de solidariedade aos militantes palestinos de Gaza que mantêm capturado um soldado israelense desde o dia 25 de junho.

Como Israel reagiu?

Israel está combatendo em duas frentes. Autoridades israelenses consideraram a invasão do Hezbollah como um “ato de guerra” e responderam com bombardeios aéreos, um ataque terrestre e um bloqueio marítimo, ameaçando lançar operações que “farão o tempo voltar 20 anos no Líbano”.

O objetivo parece ser, como em Gaza, pressionar o governo e a população do Líbano. O número de civis libaneses mortos é alto, com severos danos na infra-estrutura das cidades. Estradas, usinas de energia elétrica e o aeroporto internacional foram atingidos. Os ataques de Israel que não visam instalações do Hezbollah são, no mínimo, uma forma de punir a população.

A resposta de Israel provocou críticas internacionais, que não devem ser ouvidas pelo governo. O Hezbollah continua lançando foguetes contra Israel. Haifa, a terceira maior cidade do país, já foi atingida.

O que o governo libanês pode fazer?

Cidadãos comuns do Líbano estão entre as principais vítimas da crise. O país está lidando com uma ação militar israelense pela primeira vez desde 2000, quando Israel encerrou um período de 22 anos de ocupação no sul.

Israel deixou claro que culpa o governo libanês pela captura de soldados pelo Hezbollah. Muitos analistas acham que essa avaliação é injusta.

Apesar de o Hezbollah atuar em território libanês e possuir dois ministérios no governo, as autoridades libanesas têm pouca influência sobre o grupo radical. São tropas do Hezbollah, e não do governo, que estão no sul do país.

O grupo libanês também é muito respeitado e popular no país, devido às suas atividades políticas, serviços sociais e por seu histórico de lutas contra Israel.

No entanto, a maioria dos libaneses acredita que a captura de dois soldados israelenses é uma atitude irresponsável. Eles estão descontentes, pois o país parece estar sendo arrastado para uma guerra novamente. Mesmo assim, é pouco provável que esse sentimento se transforme em raiva contra o Hezbollah.

Há alguma saída para a crise?

Autoridades israelenses insistiram que não haverá negociações diretas com o Hezbollah ou com o grupo palestino Hamas para troca de prisioneiros. No passado, Israel negociou com o Hezbollah a liberação de centenas de prisioneiros, mas agora o governo diz que se trata de outra situação e propõe novas regras.

Tanto em Gaza como no Líbano, o exército israelense parece estar aproveitando a crise para danificar a estrutura do Hamas e do Hezbollah. Agora, todos os lados estão com discursos duros, mas é difícil imaginar como Israel vai conseguir retomar seus soldados sem um cessar-fogo seguido de negociações, que provavelmente incluirão troca de prisioneiros.

O conflito vai se espalhar?

A crise ainda não alcançou o status de conflito regional. Muito ainda depende da vontade de Israel de estender as operações militares até a Síria e o Irã, países que apóiam financeiramente o Hezbollah. Autoridades israelenses já culparam Damasco e Teerã pela crise atual. O Irã e a Síria são os Estados que mais podem influenciar o grupo libanês.

Inevitavelmente, haverá, em algum ponto, a necessidade de os Estados Unidos segurarem os impulsos de Israel e pressionarem todos os envolvidos para uma negociação de cessar-fogo.

Analistas indicaram que a “guerra contra o terrorismo” de Washington limita muito a sua influência sobre a Síria, o Líbano e o Hezbollah. A questão do desarmamento do Hezbollah, como foi exigida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, está descartada por ora.

Fonte: Globo Online AFP e EFE

Religiosos se unem pela Amazônia

Os líderes máximos das Igrejas cristãs de todo o mundo uniram suas vozes ontem em defesa da proteção da Amazônia afirmando que ela é obra da criação divina e sua preservação precisa incorporar aos esforços de desenvolvimento sustentável a dimensão espiritual.

“Quebrar o círculo vicioso da degradação ambiental é uma escolha que nos cabe”, afirmou o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, depois de denunciar a “economia do desperdício, que viola profundamente a natureza”. Ele falou na abertura de uma conferência internacional intitulada Amazônia – Fonte de Vida, a bordo do navio Iberostar, em Manaus.

O evento reunirá nos próximos seis dias mais de 150 líderes religiosos, cientistas, formuladores de políticas públicas e ecologistas de todo o mundo, além de líderes indígenas e de comunidades locais numa flotilha de dez embarcações que navegará a vários pontos dos rios Negro e Amazonas. Trata-se do sexto simpósio de uma série sobre religião, ciência e meio ambiente iniciado nos anos 90 pelo chefe da Igreja ortodoxa grega e papa dos cerca de 250 milhões de cristãos do Oriente.

O papa Bento XVI abençoou a iniciativa com uma mensagem especial, na qual disse esperar que o evento “chame mais uma vez a atenção das populações e dos governos para os problemas, as necessidades e as emergências de uma região cuja estabilidade ecológica está tão ameaçada”. O papa escalou dois cardeais para participar do simpósio – d. Gerardo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador e presidente da CNBB, e d. Roger Etchegaray, presidente emérito da Comissão de Justiça e Paz da Santa Sé.

Fé e ciência

A ministra do Meio Ambiente Marina Silva deu o endosso oficial ao simpósio. Num discurso de improviso, Marina, evangélica da Assembléia de Deus e filha de seringueiros educada por freiras, disse que, na luta pela preservação da Amazônia, não se pode aceitar “a separação entre a fé e a ciência”. Às vezes, afirmou a ministra, “a gente sente que a ciência perdeu a alma e a fé perdeu a cabeça, mas estou aqui para dizer que a ciência tem alma e a fé tem cabeça”. Ela defendeu a combinação das duas dimensões na busca de respostas aos desafios da Amazônia.

Marina também aproveitou para lembrar que o desmatamento na Amazônia caiu 32% entre 2004 e 2005 graças a medidas tomadas pela administração Lula. Ela mencionou a prisão de 350 pessoas, a apreensão de 600 mil metros cúbicos de madeira ilegalmente cortada e a adoção do primeiro plano interministerial de zoneamento ecológico e desenvolvimento planejado da área ao longo de um trecho de 900 quilômetros da rodovia BR-163, que liga Santarém a Cuiabá.

Fonte: Estadão

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