O Papa Francisco condenou neste domingo (21) aqueles que usam “Deus como escudo” e que “matar em nome de Deus é um sacrilégio”.

“Ninguém pode usar o nome de Deus para cometer violência. Matar em nome de Deus é um grande sacrilégio. Discriminar em nome de Deus é desumano. Ninguém pode pensar em usar Deus como escudo enquanto planeja e executa atos de violência e de sofrimento”, disse o Pontífice.

Jorge Bergoglio usou o próprio país como exemplo de convivência pacífica enquanto “em nosso tempo de grupos extremistas deturpam o verdadeiro sentido da religião” e destacou que “a religião autêntica é fonte de paz e não de violência”.

[img align=left width=300]http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/imagens/Mundo/papafrancisco0707.jpg[/img]O líder da Igreja Católica afirmou que “está muito feliz de estar na nobre terra da Albânia, terra de heróis que sacrificaram a vida pela independência do país e terra de mártires que testemunharam sua fé em tempos difíceis de perseguição”.

O Papa realizou uma missa para cerca de “250 mil pessoas”, segundo o porta-voz do Vaticano, Pietro Parolin. Ainda de acordo com ele, “muitos muçulmanos” estavam presentes na celebração.

O Pontífice voltou a destacar os mártires do país. “Quantos cristãos não se curvaram diante das ameaças, mas continuaram sem hesitação na estrada que escolheram”, disse Francisco ressaltando novamente que “a pacífica e frutuosa convivência entre pessoas e comunidades pertencentes à religiões diversas é possível e praticável e um bem inestimável para a paz e para o desenvolvimento harmonioso de um povo”.

Nas vias que levavam ao local de celebração da missa, a Praça Madre Teresa, foram fixadas as imagens dos 40 mártires albaneses mortos pela fé. Cerca de 15% da população do país é católica, sendo a maioria muçulmana.

[b]Papa chora ao ouvir relato
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O papa Francisco chorou ao ouvir o depoimento de um dos sobreviventes da perseguição religiosa que ocorreu na Albânia na época da ditadura comunista. Quem contou o que viveu foi Dom Ernesto Simoni que disse que sobreviveu à prisão e à tortura porque “a Divina Providência quis que minha pena de morte não fosse realizada”. Ele contou que os perseguidores “queriam que nós falássemos contra a Igreja, mas nós nos negamos”.

“Santidade, rezo para que o Senhor lhe dê saúde e força”, disse Dom Simoni ao abraçar o Pontífice e causar lágrimas em Bergoglio.

[b]Fonte: Jornal da Mídia[/b]