O mandado de prisão expedido pela 12.º Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente, em outubro deste ano, contra Jonatas Aurélio Velozo Lourenço, 33 anos, o “pastor Jonatas”, acusado de pedofilia, foi cumprido na tarde de quarta-feira, por policiais do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

O suspeito foi preso na Vila Lindóia, depois de ter pedido um prato de comida a uma mulher que o reconheceu – pela imagem divulgada em um programa de TV – e telefonou para a polícia.

“Pastor Jonatas” se apresentava como cantor gospel, fazia amizades em igrejas evangélicas onde costumava ficar hospedado. Segundo o mandado de prisão, em 2006 ele foi acusado de maus-tratos e abuso sexual contra sua enteada, uma menina de 6 anos.

O boletim de ocorrência foi registrado pela bisavó da garota, já que a mulher dele não acreditou na versão da filha. O Nucria encaminhou a criança para exames e avaliação psicológica e constatou a veracidade da denúncia.

Antes que a polícia pudesse concluir as investigações, Jonatas fugiu para São Paulo, levando a esposa. A menina ficou com a bisavó. Segundo os policiais, o fato do Jonatas não ter endereço fixo dificultou a investigação, mas a denúncia foi fundamental para que fosse preso.

Rastro

Antes de ter sido denunciado, Jonatas foi reconhecido por fiéis e vizinhos na invasão do Icaraí, no Uberaba, na segunda-feira, quando começaram a chegar denúncias anônimas pelo fone 190 e diretamente ao Nucria.

Durante a madrugada, de terça-feira, equipes do serviço reservado identificaram o local onde ele estaria morando há quatro meses, no entanto, algumas horas antes, ele havia fugido e estava procurando um abrigo para a esposa e suas três filhas nas regiões do Uberaba e do Boqueirão, proximidades do canal Belém.

Testemunhas afirmaram que ele sabia que estava sendo procurado pela polícia e pretendia fugir do Paraná. Segundo foi apurado, além das três meninas que acompanhavam o casal, eles têm outras duas filhas que já haviam sido tiradas deles pelo Conselho Tutelar, por conta de abuso sexual.

Fonte: Paraná Online