O pastor João Batista e sua família foram mortos a facadas pelo próprio filho em MG. (Foto: Reprodução/YouTube/Cidade Alerta Record)
O pastor João Batista e sua família foram mortos a facadas pelo próprio filho em MG. (Foto: Reprodução/YouTube/Cidade Alerta Record)

O pastor aposentado João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, foi morto a facadas pelo próprio filho na manhã de quarta-feira (7), em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais. O ataque resultou em uma chacina que vitimou ainda a madrasta do suspeito, de 63 anos, duas irmãs, de 44 e 47 anos, e um sobrinho de apenas 5 anos.

De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu em um conjunto de casas onde a família residia, no bairro Santa Cecília. O suspeito aguardou uma das irmãs sair pelo portão para iniciar o ataque. Imagens de uma câmera de segurança registraram parte da ação.

“Ele atacou a primeira, depois a segunda; em seguida, matou a mãe [madrasta], foi no quarto, matou o pai de 74, subiu até na parte de cima da casa e também efetuou as facadas contra a criança de cinco anos”, afirmou o tenente-coronel Flávio Tafúri, da Polícia Militar, em entrevista à TV Integração.

As vítimas foram encontradas por outro filho do pastor. Pouco depois, o suspeito foi localizado e preso no apartamento onde mora. Segundo a polícia, ele confessou o crime e foi encontrado limpando as roupas sujas de sangue no momento da abordagem.

“Segundo o relato dos irmãos, ele passava por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”, comentou o tenente-coronel Flávio Tafúri.

A Polícia Civil, no entanto, informou que ainda não há laudo médico que comprove diagnóstico de transtorno psicológico. A Delegacia Especializada de Homicídios de Juiz de Fora investiga a motivação do crime.

Segundo informações do G1, João Batista Fernandes Souza era pastor aposentado da Igreja do Nazareno e também trabalhava como marceneiro. Ele realizava tratamento contra um câncer de próstata.

Comunidade evangélica manifesta pesar

A tragédia causou forte comoção entre lideranças e fiéis da comunidade evangélica local. Em nota, a Igreja do Nazareno lamentou a morte do pastor e de seus familiares.

“Vítimas de uma fatalidade que enluta não apenas seus familiares e amigos, mas toda a Igreja de Cristo”, declararam os pastores Renato Siqueira e Silvia Helena.

Eles acrescentaram: “Cremos que, mesmo diante do silêncio da dor, o Senhor continua soberano, presente e fiel. Nossa esperança está na promessa da vida eterna e no reencontro glorioso em Cristo Jesus. Nos solidarizamos com os familiares, amigos e irmãos na fé, reafirmando nosso amor, apoio e intercessão contínua”.

O presidente do Conselho de Pastores de Juiz de Fora, pastor Célio Neto, também se manifestou, destacando o legado do líder religioso e pedindo oração pelas congregações enlutadas.

“Deixo aqui minhas condolências para todos os familiares por essa perda, essa tragédia, e também para toda comunidade cristã de Juiz de fora. Que Deus possa trazer consolo e paz aos integrantes da família depois dessa tragédia que aconteceu no nosso meio”, afirmou nas redes sociais.

A Assembleia de Deus Ministério Jeová Nissi, outra denominação da cidade, divulgou uma nota de solidariedade.

“Nos unimos em oração e solidariedade à família do pastor João e a todos os irmãos da Igreja do Nazareno em Santa Cecília. Que o Espírito Santo, o Consolador, traga paz, força e esperança neste momento de dor”, declarou a igreja em publicação no Instagram.

O velório ocorreu no dia 7 no Parque da Saudade e o sepultamento no dia 8 de janeiro.

Folha Gospel com informações de Guia-me e G1

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