Presidente Jair Bolsonaro abraça o bispo Robson Rodovalho (Foto: Arquivo Pessoal)
Presidente Jair Bolsonaro abraça o bispo Robson Rodovalho (Foto: Arquivo Pessoal)

O pastor Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, esteve presente na Papudinha, unidade de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, para cumprir uma assistência pastoral agendada com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em suas impressões, Rodovalho descreveu Bolsonaro como “assustado” em decorrência de uma crise de pressão alta e soluços que o afetou no dia anterior à visita.

O ex-chefe do Executivo cumpre pena no local por tentativa de golpe de Estado. Rodovalho comunicou que, apesar de perceber um “pouco mais equilibrado no que diz respeito aos soluços”, o ex-presidente demonstrava apreensão. A preocupação se deu após a ocorrência de um “pico de pressão” enquanto realizava atividades físicas em sua cela nesta segunda-feira, 16.

Segundo a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o quadro já estava estável, assim como o relatado pelo fisioterapeuta do ex-presidente, que mencionou a fadiga e o cansaço decorrentes dos soluços.

O pastor salientou a “necessidade iminente” de que Jair Bolsonaro receba cuidados médicos e emocionais em sua residência, visando facilitar tratamentos e fortalecer seu estado psicológico. A defesa do ex-presidente formalizou um pedido de prisão domiciliar em caráter humanitário ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 11 de fevereiro, citando a “progressiva deterioração do quadro clínico” e os riscos associados à sua permanência no ambiente prisional.

Documentos apresentados pela defesa incluem um laudo da perícia médica da Polícia Federal e dois pareceres técnicos do médico Cláudio Birolini. Estes apontam para a necessidade de análise dos “sintomas neurológicos” de Bolsonaro e a incompatibilidade de seu estado de saúde com o local de detenção.

O ex-presidente, transferido para a Papudinha em 15 de janeiro por determinação de Moraes, enfrenta um quadro de multimorbidade grave, que inclui hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.

A defesa argumenta que a estadia na Papudinha, mesmo com medidas paliativas, representa um “incremento injustificável do risco à vida”, destacando a ausência de um ambulatório médico próprio no 19º Batalhão, onde se localiza o complexo, e a necessidade de um médico em regime de rodízio como UTI móvel.

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