O trabalho pela comunhão ecumênica de todas as igrejas e o compromisso com a luta pela justiça no mundo são os temas centrais escolhidos para servirem de marco da nova Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas (CMIR), criada na em Assembléia Geral reunida de 18 a 27 de junho em Grand Rapids, Michigan.
A CMIR é resultado da união de duas organizações cristãs: a Aliança Reformada Mundial e o Concílio Ecumênico Reformado. Ela soma membresía de 230 igrejas em 108 países, com 80 milhões de fiéis.
“Procuramos a inspiração do Espírito Santo neste caminho que iniciamos juntos”, diz a mensagem da Assembléia, que reconhece o aporte realizado a esta reunião pela participação dos povos originários de Odawa, Ojibwa e os Potawatomi, que compartilharam sua fé e depoimento durante os dez dias que durou a reunião.
“Reconhecemos que esta comunhão é possível pela obra transformadora que desejamos realizar neste mundo. Escutamos que nossa identidade como povo de Deus nos compromete com o trabalho da justiça de Deus”, professa o texto que, a certa altura, inclui mensagem dirigida especialmente às crianças.
O trabalho pela fraternidade, a unidade e a missão integral das igrejas membros de CMIR são metas expressas por Jerry Pillay, da Igreja Presbiteriana Unida da África do Sul, eleito como primeiro presidente do organismo recém criado.
Pillay entende que é preciso potencializar a voz e o trabalho das igrejas nesta nova etapa. “Minhas prioridades estão concentradas em reforçar a fraternidade entre as igrejas e seus fiéis, manter a unidade e sustentar uma missão comprometida, sendo proféticos e solidários e trabalhando pela mudança em nosso mundo de hoje”, disse o presidente em coletiva de imprensa.
O secretário geral da CMIR será Seti Nyomi, que era, até a Assembléia, o secretário geral da Aliança Reformada Mundial. A sede da entidade ficará no Centro Ecumênico de Genebra, Suíça.
A Assembléia aprovou uma série de resoluções sobre assuntos públicos, com base nas iniciativas das igrejas membros e dos participantes. Essas resoluções abarcaram temas como: mudança climática e o direito ao acesso à água como direito humano e bem público; a liberdade de culto no Oriente Médio; os efeitos da intervenção militar estadunidense na Colômbia.
Também decidiu apoiar e advogar pelo fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos contra o povo de Cuba. Solicitou envio de carta ao presidente Barak Obama e a parlamentares para que se derroguem todas as leis que impõem este bloqueio. Pediu, ainda, que as igrejas orem pelo povo, as igrejas, os prisioneiros de consciência e as comunidades em Cuba.
Outras resoluções importantes da Assembléia de Grand Rapids referem-se às relações com os povos originários da América do Norte, pedindo o perdão das igrejas pela sua arrogância “cultural, econômica e teológica.
Fonte: ALC
