O líder religioso radical Louis Farrakhan, da igreja da teologia negra Nação do Islã, faria ontem sermão no qual diria que a eleição de Barack Obama representa um “novo começo” para os EUA.

Essa é a primeira manifestação de Farrakhan desde a eleição de Obama, que, durante a campanha, recusou publicamente o apoio do líder religioso islâmico por causa de declarações passadas como a de que os não-negros eram “descendentes do mal”.

Outro líder religioso, o ex-pastor de Obama Jeremiah Wright, disse ter sido usado na campanha como “arma de destruição de massa” contra Obama. Sermões de Wright vistos como antipatrióticos -em um deles ele dizia que o 11 de Setembro foi um castigo de Deus ao país- foram explorados pela campanha de John McCain.

Para reduzir danos a sua imagem, Obama acabou deixando em agosto, após 20 anos, a Igreja Unida da Trindade de Cristo, da qual Wright era pastor.

Fonte: Folha de São Paulo