O bispo de Manágua e presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua, Leopoldo Brenes, solicitou aos políticos que moderem o tom dos discursos e trabalham neste novo ano pelo bem comum, criando fontes de emprego, lutando pela unidade familiar e melhorando os serviços de educação e saúde.
Nesta semana, milhares de nicaragüenses desempregados migraram a Costa Rica a procura de trabalho. No dia 8 de janeiro, o diário La Nación, de San José, informou que cinco mil nicaragüenses entraram no país.
Após a procissão de Cristo Rei, evento que reuniu milhares de fiéis no primeiro dia de 2008, o líder da Igreja Católica pediu que as autoridades e as empresas privadas do país iniciem o ano trabalhando para melhorar o nível de vida da população, procurando manter a harmonia, o diálogo e o respeito. Frente à crise institucional que atravessa o país, o bispo comentou que o mais adequado é o diálogo sincero no qual cada um, sem esconder nada na manga, ponha sobre a mesa os seus interesses, em respeito à Constituição, para que se conserve o estado de direito.
Em sua mensagem de ano novo, o prelado também fez um apelo aos líderes políticos para que evitem as ofensas e desqualificações. Ao referir-se ao tom do presidente Ortega contra seus adversários, Brenes pediu que não saiam frases “de nossos lábios” que possam ofender os outros, mais sim que surjam palavras que convidem à reconciliação, à paz e à harmonia.
O pastor do Centro Apostolar Cristão, Cesar Augusto Marenco, também se pronunciou para que os políticos baixem o tom das ofensas mútuas e procurem a harmonia, aprovando leis que beneficiem o povo no momento em que o barril do petróleo sobe para 100 dólares, gerando uma alta nos preços de artigos de primeira necessidade.
Antes do fim do ano, o presidente Ortega criticou, com frases duras, os deputados oposicionistas que não participaram do fechamento dos trabalhos de 2007 na Assembléia Nacional.
O vigário da catedral de Manágua, padre Bismarck Conde, também censurou a forma como o presidente Daniel Ortega se relacionou com os jornalistas e veículos de comunicação. Disse que os meios tratam de levar a notícia ao povo e, por isso, devem ser respeitados.
No dia 6 de janeiro, o porta-voz da Aliança Liberal da Nicarágua (ALN), Eliseo Núñez, denunciou que o Partido Sandinista (FSLN) e o Partido Liberal Constitucionalista (PLC), dirigido pelo ex-presidente Arnoldo Alemán, estão em vias de firmar um novo pacto para aprovar o orçamento da nação, que será discutido amanhã, 10, e depois vão para terminar com a ALN.
Fonte: ALC
