O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, disse que “há interferência inadequada da religião no processo de construção da lei”, durante um debate que discutia medidas para reduzir os índices de violência contra a mulher no estado nesta quarta-feira (15).

[img align=left width=300]http://s2.glbimg.com/hmumUy_jvf8ppf3hGeWS811MJIk=/620×465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/06/15/debate_violencia_b_15-06-16.jpeg[/img]O evento aconteceu no auditório da Rede Gazeta, em Vitória. Também estiveram presentes na discussão a juíza Herminia Azoury, coordenadora estadual de enfrentamento à violência doméstica e familiar; a delegada da Delegacia Especializada da Mulher de Vitória, Arminda Rodrigues; a especialista e Ciências Criminais, Carmen Hein; e a psicóloga Adriana Muller.

Para o secretário de Segurança Pública, a reprodução de um modelo atrasado, machista e intolerante impedem que as discussões de gênero e contra a violência contra a mulher e outras minorias aconteçam.

“A interferência inadequada da religião no processo de construção da lei também impede que muitas pautas sejam discutidas. Esse é um conservadorismo errado. A sociedade precisa discutir essa questão, que não é só de governo, é cultural”, afirmou.

André Garcia acredita ainda que é preciso atuar em duas frentes para reduzir o número de casos: na prevenção e na repressão. “Primeiro a gente tem que atuar na prevenção desse tipo de crime, com promoção de oficinas, patrulha, educação; e na repressão qualificada. Não pode ficar impune. O sistema tem que funcionar”, completou.

[b]Fonte: G1[/b]