A decisão gerou polêmica no meio acadêmico de universidades e seminários cristãos nos Estados Unidos.

O Seminário Teológico Evangélico Fuller, da Califórnia, aprovou a organização estudantil denominada “One Table” (Uma Tabela), integrada por seminaristas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGTB). A decisão gerou polêmica no meio acadêmico de universidades e seminários cristãos.

One Table foi constituído em outubro do ano passado, informa Protestante Digital, e hoje conta com mais de 35 adeptos que estudam no campus principal, em Pasadena. Além desse campus, a Fuller, com 4,5 mil alunos, de cem denominações, tem, ainda, sedes regionais em sete localidades.

A One Table define-se como “um espaço seguro para todos os que querem ser parte da conversa que envolve fé, orientação sexual e identidade de gênero”.

O regulamento da Fuller especifica, contudo, que os estudantes podem “sair do armário”, mas não podem ter relações homossexuais nem converter sua postura LGTB em atividade política ou desafiar a normativa da instituição, que entende a prática homossexual como “incompatível com os ensinamentos das Escrituras”.

Quem estiver disposto a assumir esse compromisso, pode se juntar à Fuller, explicou o supervisor estudantil da instituição, Juan Francisco Martínez. “Não vamos recusar ninguém por causa de sua orientação sexual, mas sempre em cumprimento às normas da Fuller”, disse.

O pastor batista e membro do Family Research Council, Peter Springg, afirmou que o Seminário Fuller não agiu da melhor maneira em favor dos estudantes ao autorizar o grupo One Table. “Creio que em seu lugar dever-se-ia ensinar aos alunos que a melhor opção é a reorientação (sexual)”, justificou.

O fundador da One Table, Nick Palacios, que se apresenta como um “cristão abertamente gay”, espera que a Fuller e o grupo sejam vistos como “um modelo do que a Igreja deve pretensamente fazer nessa situação”.

Estudantes heterossexuais da Fuller apoiam One Table, pois, alegam, o grupo é benéfico para que se discuta abertamente a relação “fé e homossexualidade”.

[b]Fonte: ALC[/b]