Bispo Rodovalho, Jair Bolsonaro e o Pastor Thiago Manzoni (Foto: Reprodução/Instagram)
Bispo Rodovalho, Jair Bolsonaro e o Pastor Thiago Manzoni (Foto: Reprodução/Instagram)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba assistência religiosa durante sua permanência no Complexo Penitenciário da Papudinha, no Distrito Federal. A decisão foi tomada no mesmo despacho que determinou a transferência de Bolsonaro para a unidade prisional, nesta quinta-feira (15).

De acordo com o documento, o acompanhamento espiritual poderá ser realizado pelo bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, e pelo deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF), pastor da igreja IDE Brasília. As visitas ocorrerão de forma individual, uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, com duração de uma hora, respeitando as normas do sistema prisional.

Segundo Manzoni, a assistência religiosa dá continuidade ao apoio espiritual iniciado durante o período em que Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, quando participava de encontros de oração organizados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “A Bíblia contém ensinamentos capazes de consolar, confortar, animar e fortalecer o coração humano em todas as circunstâncias da vida”, afirmou o parlamentar.

Manzoni é um dos principais nomes do bolsonarismo no Distrito Federal. Atualmente, preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa e ocupa o cargo de secretário-geral do PL-DF. Ele também é ligado à deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e já participou da organização de manifestações em apoio ao ex-presidente no ano passado.

Quem são os líderes religiosos autorizados

Robson Rodovalho, de 70 anos, é bispo e fundador da comunidade Sara Nossa Terra, criada em 1992 ao lado da esposa, Lúcia Rodovalho. A denominação afirma ter mais de 900 unidades no Brasil e presença internacional, com cerca de 1,3 milhão de membros. Ele também fundou a Rede Gênesis, emissora de televisão gospel com transmissão no Brasil, Estados Unidos, Europa e África.

Além da atuação religiosa, Rodovalho tem formação acadêmica em Física, com doutorado em física quântica, e já exerceu mandato como deputado federal pelo Distrito Federal entre 2007 e 2011, período em que Bolsonaro também atuava no Congresso. Nas últimas semanas, o bispo manifestou preocupação pública com a saúde do ex-presidente após sua prisão.

Já Thiago Manzoni, de 42 anos, é advogado formado pelo UniCEUB e ingressou na política após atuar como produtor de conteúdo nas redes sociais com pautas conservadoras. Ele foi eleito deputado distrital em 2022 e afirma que a defesa da família é uma de suas principais bandeiras no Legislativo local.

Outras garantias na Papudinha

Além da assistência religiosa, a decisão de Alexandre de Moraes assegura a Bolsonaro atendimento médico 24 horas, visitas de seus médicos sem necessidade de autorização prévia, continuidade das sessões de fisioterapia e alimentação especial. Segundo o ministro, a transferência permitirá melhores condições, como ampliação do tempo de visitas familiares, liberdade para banho de sol e exercícios físicos em qualquer horário do dia, inclusive com uso de equipamentos recomendados pela equipe médica.

No ano passado, Moraes havia vetado a participação de Rodovalho em encontros coletivos de oração durante a prisão domiciliar do ex-presidente, ao alegar risco de desvio de finalidade das visitas. Desta vez, a autorização foi concedida de forma individualizada e restrita ao acompanhamento espiritual.

Folha Gospel com informações de G1, O Globo e Folha de S. Paulo

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