Adelio Bispo de Oliveira, 40, responsável pelo ataque contra Jair Bolsonaro (PSL)
Adelio Bispo de Oliveira, 40, responsável pelo ataque contra Jair Bolsonaro (PSL)

O departamento jurídico das Testemunhas de Jeová avalia ingressar hoje (segunda-feira, 10) na Justiça contra o criminalista Zanone Oliveira Junior por ter declarado que foi contratado para defender o agressor de Jair Bolsonaro por uma pessoa ligada à igreja.

Desde que ele fez a afirmação, a igreja tenta contatá-lo para pedir que diga quem da agremiação paga por seus serviços ou se retrate publicamente. A avaliação é que o advogado envolveu a imagem da igreja no episódio, ajudando a estigmatizá-la ainda mais. “Abominamos o que o agressor fez”, diz a igreja via assessoria.

A igreja chegou a divulgar nota pública para dizer que “Adélio Bispo de Oliveira (o agressor de Bolsonaro) e sua família não são Testemunhas de Jeová ou têm vínculos com ela” e que “lamenta” o ocorrido com o candidato.

Procurado ontem (domingo, 9), Zanone já não é mais tão assertivo quanto aos vínculos do contratante. “É uma pessoa que conhece o Adélio do meio evangélico, não necessariamente Testemunha de Jeová”, disse.

O perfil de Zanone no Facebook foi alvo de críticas e ofensas. Ele diz estar acostumado, já que trabalha com casos de homicídio há duas décadas. “Nenhum acusado será julgado sem defensor. Se não for eu, outros virão”, afirma.

Além de Zanone, o agressor de Bolsonaro conta com outros três advogados. O fato chamou a atenção da PF, que investiga se Adélio agiu sozinho. Desempregado, ele portava quatro celulares e um notebook de última geração. A primeira hipótese é que os defensores se apresentaram espontaneamente.

Nota do FG: Testemunhas de Jeová não são considerados integrantes de nenhuma denominação evangélica, como erroneamente declarou o advogado Zanone Oliveira Junior.

Fonte: Estadão Conteúdo (Andreza Matais)