Três pessoas morreram e outras duas ficaram feridas depois de um ataque feito por um atirador numa cidade norte-americana no estado de Idaho, segundo informações de agências internacionais. A cidade se chama Moscou.

O incidente começou por voltas das 23h do sábado (cerca de 2h hoje em Brasília), afirmou a polícia, que confirmou que o assaltante fez pelo menos 75 disparos.

O franco-atirador entrou na sede de uma igreja presbiteriana onde os efetivos policiais invadiram durante a madrugada de hoje, relatou à imprensa David Duke, assistente do chefe de polícia de Moscow.

As autoridades encontraram os cadáveres de dois homens dentro da igreja, assim como uma espingarda semi-automática e munição.

“Achamos que um deles é o franco-atirador”, disse Duke, que não revelou a identidade das vítimas.

O franco-atirador começou a atirar na noite do sábado a partir da igreja contra a sede do tribunal, que foi desalojado pouco depois e que fica em frente ao centro religioso.

O primeiro dos feridos foi um policial de Moscow, seguido de um funcionário policial do tribunal que ajudou a socorrê-lo. O franco-atirador feriu depois um cidadão que transitava pela área.

Não se sabe o estado dos feridos, mas Duke disse que, aparentemente, o civil fez uma cirurgia.

“Simplesmente atirou tudo o que pôde”, disse Duke sobre o atacante, e afirmou que acredita que os tiros foram disparados a partir da parte alta da igreja.

Logo após o início dos disparos, a polícia conseguiu retirar as pessoas que estavam no edifício e respondeu aos tiros.

Massacres

No dia 16 de abril, o estudante sul-coreano Cho Seung-hui, 23, matou 32 pessoas antes de cometer suicídio no campus do Instituto Tecnológico da Virgínia (Virginia Tech).

Os ataques de Cho, que ocorreram em lados opostos do campus, tiveram início às 7h15 (8h15 de Brasília) em West Ambler Johnston Hall, residência estudantil que abriga ao menos 895 pessoas. Emily Hilscher e Ryan Clark morreram. Duas horas depois, Norris Hall, edifício da engenharia, foi alvo de outro ataque a tiros. Outras 30 pessoas morreram, na maioria estudantes.

No dia 21 do mesmo mês, o o engenheiro que prestava serviço à Nasa (agência espacial americana) William Phillips, 60, matou seu supervisor no Centro Espacial Johnson, David Beverly, porque estava irritado com a má avaliação de seu trabalho, disse neste sábado o chefe de Polícia de Houston, no Texas, Harold Hurtt. Phillips se suicidou depois de matar Beverly e de manter uma secretária, Francelia Crenshaw, por quatro horas como refém.

As ações reacenderam no país o debate sobre a legislação de venda de armas e sua aplicabilidade: Cho, que já passou por tratamentos psiquiátricos em 2005, era proibido por lei federal de comprar armas, mas conseguiu adquirir o armamento utilizado nos ataques em uma loja local e na internet sem nenhum impedimento.

Phillips não era casado e não tinha filhos, além de aparentemente viver sozinho. Phillips deixou mensagens números de telefone e nomes de pessoas a serem contatadas após seu suicídio. A polícia disse que ele escreveu um bilhete em um quadro na sala, mas seu conteúdo não foi revelado.

Fonte: Folha Online