O bispado da cidade de Fulda, no sul da Alemanha, proibiu por contrato a venda de preservativos nos estabelecimentos comerciais de sua propriedade, denunciou hoje uma das drogarias de uma cadeia afetada por esta medida.

Monika Michel, responsável por uma das drogarias da cadeia Schlecker em Fulda, contou que não é permitido vender preservativos no estabelecimento porque o local que ocupa “pertence à Igreja Católica”.

Michel explicou que o Bispado introduziu há seis meses uma cláusula no contrato de aluguel segundo a qual o estabelecimento se compromete “a não vender artigos que possam manchar a imagem da Igreja”.

Para a comerciante, se trata de uma medida tomada de surpresa e injusta, a qual acima de tudo causa prejuízos, pois “os clientes terão de ir para o concorrente”.

O Bispado de Fulda, um dos mais conservadores da Igreja Católica alemã, informou por meio de um de seus porta-vozes que se trata de uma decisão pertinente a uma igreja coerente.

Em declarações à agência de notícias alemã “DPA”, o porta-voz Christof Ohnesorge disse não entender o que parece ser “tão curioso” na decisão do Bispado.

A denúncia de Michel não deu resultados, mas repercutiu entre os guias turísticos de Fulda, que incluíram como “curiosidade” a censurada drogaria Schlecker da Praça da Catedral.

Fonte: EFE