O bispo de Rio Preto d. Paulo Peixoto enviou oficializou pedido de desculpas ao vereador César Gelsi (PSDB) por ofensas publicadas no jornal “Menino Mensageiro”, de responsabilidade da paróquia Menino Jesus de Praga.

O bispo ainda afirma que, Marco Antonio Mateus não representa a Diocese na Pastoral Fé e Política.

A matéria assinada por Marco Antônio Ferreira Mateus, da Pastoral Fé e Política criticava o pronunciamento de Gelsi, contra a cassação do mandato do vereador Nilson Silva (PP), acusado de usar ilegalmente fichas de cadastramento eleitoral em troca de votos.

Gelsi afirmou que a prática é comum entre os demais vereadores, “o senhor (Nilson) foi burro, pois tem gente que faz e esconde, vai lá no Cartório quietinho…” Depois do pronunciamento, a Pastoral Fé e Política, junto com a Associação Amigos de Rio Preto e o Fórum das Associações denunciou César Gelsi por quebra de decoro parlamentar, pedindo a cassação de seu mandato.

Em documento enviado à Diocese de Rio Preto, César Gelsi questiona se o bispo é responsável pelas manifestações da Pastoral Fé e Política. Ele também pergunta, se Marco Antônio ao se manifestar sobre seu caso, estaria representando o pensamento da Igreja ou do bispo.

Em documento que o Rio Preto News teve acesso, d. Paulo Peixoto repele as ofensas, afirmando, “se ofensas foram assacadas contra sua pessoa (César Gelsi), merece nossos pedidos de desculpas, crendo que devemos trilhar pela busca daquilo que nos une e não do que nos separa”.

Sobre a posição de Marco Mateus, o bispo deixa claro que não compartilha de suas manifestações, já que a publicação seria de responsabilidade do próprio Mateus. No ofício, dom Paulo destaca, “…urge destacar desde logo, que o Bispado não tem controle sobre quaisquer publicações emanadas de cada uma de suas Paróquias, crendo que cada qual responde por si, além de espelharem a opinião de seus articulistas e sob suas responsabilidades”, diz a nota.

Em outro trecho, o bispo afirma, “informamos que inobstante o Sr. Marco Antonio Ferreira Mateus, não esteja canonicamente investido na condição de nosso representante junto à Pastoral indicada, é que certo que o mesmo parte daquela (Pastoral)”.

No final do documento, onde chama o vereador César Gelsi de “caríssimo irmão”, d. Paulo Peixoto deixa o convite para que o parlamentar visite a sede do Bispado. O advogado Flávio Marcos Martins Thomé, assessor jurídico da Diocese assina a carta.

Reação

Para o coordenador da Pastoral Fé e Política Marco Antonio Ferreira Mateus, a matéria publicada no jornal “Menino Mensageiro”, edição de maio deste ano, “não há nenhuma ofensa ao vereador César Gelsi”. Ele disse que o pedido de desculpa do bispo d. Paulo Peixoto ao vereador, “não muda nada”.

Sobre o trecho do documento onde o bispo afirma que Marco Mateus não representa a Diocese junto à Pastoral, ele reage e afirma que “sempre estive na Pastoral, sim”. Na carta, d. Paulo declara que Mateus não está “canonicamente investido na condição de nosso representante junto à Pastoral…”.

Além de contrariar a manifestação do bispo, Marco Mateus volta à carga contra o vereador César Gelsi, afirmando que uma fita com seu discurso na Câmara, em defesa o mandato de Nilson Silva será exibida em todas as paróquias da cidade.

Segundo Mateus, “a polêmica foi tão grande, que pelo menos nove paróquias já me pediram para exibir a fita”. Ele revelou ainda, que por rodem de d.Paulo está preparando palestras sobre política,que serão ministradas nas paróquias da cidade e na região

O coordenador diocesano de Rio Preto, padre Antônio Valdecir Desidério reconhece que Marco Mateus representa a Diocese junto a Pastoral Fé e Política, “ele pode não ter um documento que o indique, mas a Diocese o reconhece como seu representante junto à Pastoral”.

Na opinião do padre Valdecir Desidério, as manifestações de Marco Mateus foram feitas na condição de cidadão, “ele se manifestou como cidadão,além do que, outros veículos de comunicação já havia falado sobre o assunto”.

Para o padre Valdecir, o pedido de desculpas apresentado pelo bispo ao vereador César Gelsi, não é contraditório em relação à posição da Pastoral Fé e Política, “se o vereador se sentiu ofendido, cabe à Igreja pedir desculpas”, afirmou.

Fonte: Rio Preto News