Um dos assuntos mais falados semana passada foi a recente “paternidade” tardia do cantor e compositor britânico Elton John. Bem, nem sei ao certo se o termo mais adequado é paternidade mesmo.

O caso é bem complicado e meio esdrúxulo. Elton John, gay assumido e que já tem dois filhos adotados, decidiu com seu parceiro que queria ser pai (ou mãe, sei lá) biológico. E como nenhum dos dois tem útero nem pode produzir óvulos, fizeram um contrato com uma mãe de aluguel, que concordou em gestar o bebê, gerado através de inseminação artificial.

Não ficou claro até agora , de quem foi o sêmen coletado e que processo foi utilizado; mas, Elton John já é um senhor de mais de 60 anos, e seu parceiro bem mais jovem, tem 48, portanto parece que a escolha lógica seria utilizar o sêmen do parceiro mais novo, teoricamente com mais chances de fecundar o óvulo. Existe contudo uma técnica que utiliza sêmen de mais de um doador, por mais estapafúrdio que isso possa parecer, e muitos casais gays optam por essa técnica.

A questão para a criança então é, quem é o pai biológico, quem é o pai de criação, quem é a mãe? Ou seja, será uma confusão só na cabeça desse bebê. Isso por si só já causaria burburinho suficiente e de tão controverso, já geraria debates éticos e religiosos. Mas, recentemente um fato aqui nos Estados Unidos causou ainda mais polêmica. a loja de departamentos Harp colocou uma tarja sobre a capa da revista US Weekly que estampava o “casal” e o bebê recém-nascido, com a legenda “Escudo Familiar. para proteger os clientes infantis da Harp”.

Não é necessário dizer que o fato gerou muita repercussão no mundo todo, principalmente na comunidade artística Norte – Americana que ficou revoltada. Já tem gente pensando em processar a loja e coisa e tal.

Independente de ser contra ou a favor do homossexualismo, a atitude da loja foi pra lá de grosseira e agressiva. Além do mais, desnecessária. Até parece que a única oportunidade dos seus frequentadores mirins de se defrontar com a esdrúxula paternidade de Elton John , seria nas prateleiras de suas lojas.

A foto de Elton John e sua “família”rodou o mundo em todas as formas de comunicação existentes, seja internet, televisão, jornal, revistas, só não viu quem não quis. E mesmo quem não quis deve ter visto também. E, afinal de contas, o que é que uma criança iria imaginar ao ver uma foto dessas? Dois homens com um bebê não caracteriza necessariamente um casal homossexual. A atitude da loja foi visivelmente uma tentativa de agredir Elton John a aos homossexuais de forma geral.

Que o homossexualismo é errado de acordo com a Bíblia, nós já sabemos há muito tempo. Mas essa não é a questão em pauta. O que estamos discutindo é como lidar com o assunto e como educar nossos filhos. Jesus disse assim sobre seus discípulos: “não vos peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal”(Jo 15:15). Não adianta querer tapar o sol com a peneira e achar que será possível isolar nossos familiares e jamais permitir qualquer tipo de exposição à coisas que discordamos e até mesmo rejeitamos. Devemos sim, como Jesus falou, preparar nossos filhos para enfrentar os desafios que a sociedade contemporânea nos impõe.

Nossos filhos precisam de educação com amor, instrução bíblica e exemplo dos pais e não de isolamento e fenda nos olhos.

Um abraço,

Leon Neto