O mundo do entretenimento acordou chocado no ultimo dia 22 de Janeiro, ao saber da morte inesperada do jovem ator australiano Heath Ledger. Por mais acostumado que Hollywood esteja com as freqüentes noticias de atores e atrizes morrendo de overdose, o caso de Heath foi particularmente triste, por se tratar de uma celebridade que não freqüentava festinhas e noitadas.

Ao contrário, era considerado tímido, quase recluso e até mesmo caseiro. As únicas ocasiões em que foi flagrado pelos paparazzi, era quando levava a filhinha de dois anos para passear.

Até o momento não foram encontradas evidências de overdose ou de qualquer tipo de drogas ilegais na cena de sua morte, seu apartamento de luxo no centro de Nova Iorque. O ator estava enfrentando dificuldades para dormir e por isso foram encontrados diversos barbitúricos, alguns bem fortes, mas todos devidamente com receita médica. A polícia extra oficialmente declarou ter sido a morte, acidental.

Heath era das maiores promessas do cinema Americano e viu sua fama e salários serem catapultados a patamares de primeiro escalão, após sua atuação no filme “O Segredo de Brokeback Mountain”, onde interpreta um “cowboy” gay. Atuação que inclusive lhe rendeu uma indicação ao Oscar de 2006.

Durante as filmagens, o ator começou um namoro com a atriz que viveu sua esposa na tela, Michelle Williams, que resultou, em poucas semanas de namoro, na gravidez de sua filha Matilda, nascida em 2005. O namoro durou pouco, mas a relação de Heath com sua filha se tornou extremamente próxima. Heath declarou por diversas vêzes que Matilda havia se tornado a prioridade número um em sua vida. Em uma entrevista dada a alguns meses atrás que revi semana passada, ele dá uma declaração muito esquisita a esse respeito. Quando perguntado sobre sua relação com a filha, ele disse que em alguns momentos já não sentia tanta vontade de viver, por se sentir continuado em Matilda, e que via a morte de forma mais amena e simpática. Estranho, muito estranho.

Diversos atores e diretores como, Mel Gibson e Nicole Gibson, manifestaram sua surprêsa e tristeza pela morte prematura de Heath Ledger. Todos eram unânimes em definir o ator como um grande talento, com enorme potencial e futuro brilhante.

É muito difícil aceitar a morte de um jovem de 28 anos bonito, rico, talentoso e pai de uma linda garotinha. Mais difícil ainda é imaginar que alguém que tinha tudo e mais um pouco, havia se tornado, Segundo o relato de amigos, em uma pessoa insegura e infeliz.

Heath nunca aceitou bem a separação de Michelle e começou a sentir a pressão de ser um ator de primeira linha; salários astronômicos, mas também cobranças e comparações na mesma proporção. A velha estória de sempre. Pode-se ganhar o mundo, mas se alma está faminta, de nada adianta ter riqueza, fama e poder.

Sua dependência de barbitúricos ainda vai ser muito investigada, mas independente de sua causa mortis , fica claro que algo não ia bem na vida daquele jovem, que tinha tanto ainda para viver.

Heath Ledger era o protótipo do bom rapaz; mais ou menos como aquele jovem que procurou a Jesus, querendo seguí-lo. E tal qual ele, Heath tinha quase tudo; mas, faltava-lhe o principal.

Um abraço,

Leon Neto