Em maio de 2002, a Eritréia fechou todas as igrejas protestantes independentes. O governo só reconhece as igrejas Ortodoxa, Católica e Luterana da Eritréia como religiões legais, juntamente com o islamismo tradicional praticado por metade da população. Desde o fechamento das igrejas protestantes, Asmara prendeu pelo menos 2000 cristãos evangélicos nas cadeias locais, nas delegacias e nos campos militares por se recusarem a aderir ao fechamento.

A maioria destes cristãos presos é mantida em péssimas condições.

Eles são repetidamente submetidos a espancamentos e tortura. Alguns são mantidos em celas subterrâneas ou em conteiners metálicos, onde enfrentam um calor sufocante durante o dia e frio intenso durante a noite.

A comida é insuficiente para manter os prisioneiros, e cuidados médicos são fornecidos somente em casos extremos.

Recentemente o governo também estabeleceu um novo centro de confinamento, conhecido por suas péssimas condições, na parte nordeste do país.

Os cristãos dizem que o Confinamento Militar de Mitire foi criado com o objetivo expresso de punir cristãos que se recusassem a parar suas atividades religiosas apesar da restrição do governo estabelecida em 2002. Os cristãos presos em toda a Eritréia foram transferidos para Mitire a partir de sua abertura.

O presidente Isaias Afwerki e seu governo categoricamente negam que exista perseguição religiosa na Eritréia, insistindo que os relatos são baseados em “falsas alegações, exageros e fatos sem fundamento”.

No entanto, a prisão dos cristãos continuou sem pausa em 2009, elevando para 2900 o número total de cristãos presos.

Fonte: Portas Abertas