Líderes cristãos dos EUA pediram ao presidente George Walker Bush uma saída diplomática que ponha fim à crise no Oriente Médio, depois de advertirem que, se a crise do Hezbollah e Israel prosseguir e converter-se numa guerra regional, “pode-se perder toda a esperança numa solução que resulte em paz e segurança para Israel e para o futuro Estado palestino e para ambos os povos”.

Os religiosos declararam concordância com os bispos e patriarcas de Jerusalém, que consideraram “desproporcional” a resposta de Israel contra o povo palestino pela morte de civis, prisão de suas autoridades, destruição de pontes e infra-estrutura básica para a sobrevivência dessa comunidade.

“Apelamos para que você faça todo o possível para acalmar a situação e restaurar a esperança, com uma solução diplomática ao conflito”, disseram os líderes religiosos em carta remitida ao presidente Bush, na quinta-feira, 20 de julho.

Os líderes cristãos estadunidenses condenaram a captura do soldado israelense Gilad Shalit por militantes palestinos e pediram que o Hamas o liberte o quanto antes. Eles advertiram que o aumento da violência é alarmante, e pediram a Bush: “É urgente que você peça a todas as partes que evitem o uso da força e que, em troca, confiem num processo diplomático”.

O documento foi assinado por mais de 20 igrejas e organizações cristãs dos Estados Unidos, entre elas o Conselho Nacional de Igrejas de Cristo, o Comitê Central Menonita, a Igreja Reformada na América, a Igreja Episcopal, a Igreja Evangélica Luterana, o Conselho de Bispos Metodistas, entre outras.

Os líderes religiosos consideram urgente que os Estados Unidos intervenham ante as autoridades israelenses e palestinas, contando com a colaboração do Egito, “para conseguir uma solução diplomática que não piore e agonie a situação do povo palestino”. Eles destacaram a gravidade da situação na Faixa de Gaza, onde, assinalaram, as igrejas tratam desesperadamente de providenciar ajuda para muçulmanos e cristãos.

ONU anuncia ajuda ao Líbano e pede atendimento a doentes

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou ontem uma operação de emergência em grande escala em favor de 300 mil libaneses, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que se garanta o acesso de feridos e doentes crônicos ao atendimento médico.

O valor da ajuda em alimentos anunciada pelo PMA chega aos US$ 8,9 milhões, enquanto a OMS requer cerca de US$ 32 milhões para atender às necessidades de cerca de 800 mil libaneses afetados pelos combates entre Israel e a milícia xiita Hisbolá.

A operação do PMA foi implementada imediatamente após a chegada, neste domingo, de 25 toneladas de biscoitos altamente energéticos, que já estão sendo distribuídas entre os deslocados, grande parte dos quais são crianças.

A organização afirma que este é o primeiro passo de uma operação humanitária muito mais ampla, que se prolongará por pelo menos três meses, e que representará a repartição mensal de 12 mil toneladas de alimentos e de outros artigos de primeira necessidade.

O coordenador de operações de emergência do PMA, Amre Daoudi, indicou que este organismo assumirá a coordenação logística de toda a ajuda que a ONU proporcionará no Líbano, para o que requer ter pronto, “o mais rápido possível”, um sistema integral de transporte, armazenamento e comunicações.

Como parte de seu plano de prioridades, a agência da ONU distribuirá inicialmente alimentos entre os 95 mil deslocados em escolas e edifícios públicos em Beirute, e 165 mil pessoas que vivem nas zonas mais afetadas pelos bombardeios, ao sul do Líbano.

O PMA atenderá paralelamente e com caráter de urgência a 50 mil dos 140 mil libaneses que, segundo estimativas, conseguiram atravessar a fronteira com a Síria, e agora estão refugiados no país.

Já a OMS assinalou em comunicado de imprensa que o conflito no Líbano já deixou mais de 1.200 feridos, e causou a morte de 346 pessoas.

“Os feridos precisam de acesso a hospitais seguros, que funcionem e que estejam equipados, enquanto os deslocados requerem água potável, saneamento, imunização e outros serviços”, indicou a agência das Nações Unidas.

Além disso, afirmou que as pessoas que sofrem de doenças crônicas, como diabetes ou doenças cardiovasculares, devem ter acesso aos remédios, sem os quais correm o risco de morrer.

Fonte: ALC e EFE