Buscar novos caminhos e apresentar uma nova proposta para a música gospel nacional. Esta foi a proposta do lançamento do selo gospel nacional pela Sony Music e completamente acatado pelo homem que foi convidado para ser o diretor executivo deste novo trabalho: Maurício Soares.

Em entrevista exclusiva ao Guia-me, publicitário e consultor de marketing falou sobre o desempenho da Sony Music em 2010, a necessidade de uma renovação na música gospel brasileira, o combate à pirataria e as expectativas / planos da gravadora para 2011. Confira:

[b]Guia-me: Passado o ano de 2010, quais pontos podem ser avaliados como grandes conquistas de seu trabalho na Sony Music Gospel?
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Sem dúvida, fechamos o ano de 2010 com muitas conquistas. Nossa meta era figurar entre os 3 principais players do mercado em um prazo de 2 anos e já alcançamos esta meta no primeiro ano de atividades. A nossa marca já é reconhecida no mercado e conquistamos respeito e credibilidade no mercado. A mídia gospel recebeu muito bem nossa proposta, projetos e contratações. Conquistamos 3 Discos de Ouro e 2 de Platina. Lançamos o projeto Renascer Praise em DVD que é um marco no mercado por sua grandiosidade. Conseguimos montar um cast com artistas de grande destaque como Cassiane, Damares, Rayssa e Ravel, Resgate, Marcelo Aguiar, entre outros. Enfim, foi um ano de muito trabalho, mas os resultados já apareceram e tudo indica que 2011 será um ano de muitas novidades.

[b]Guia-me: A Sony Music Gospel se lançou no mercado fonográfico brasileiro mostrando uma vontade de quebrar barreiras entre e mercado fonográfico gospel e o secular. Em sua opinião, o cumprimento desse objetivo correspondeu às suas expectativas em 2010?
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Na verdade, nossa expectativa era de lançar a Sony Music como uma alternativa às gravadoras evangélicas. Este objetivo foi plenamente alcançado e a gravadora hoje figura entre as principais empresas no setor. A entrada de uma multinacional – líder no mercado fonográfico secular – no mercado gospel, neste caso a Sony Music, trouxe uma maior visibilidade da mídia secular. Temos percebido que a mídia tem sido mais receptiva às estas novidades e esperamos que nossos horizontes se ampliem cada vez mais na sequência.

[b]Guia-me: Em suas entrevistas, tem-se visto você falar bastante na necessidade de uma renovação do mercado fonográfico gospel. O grande leque de estilos contratados pela Sony Music (desde Leonardo Gonçalves, passando por Resgate, até Damares, por exemplo) logo após o lançamento de seu selo gospel no Brasil pode contribuir para que os consumidores descubram uma nova música cristã?
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Creio que devemos buscar novos caminhos na música gospel nacional. O que percebo é que os artistas e as gravadoras têm seguido fórmulas de sucesso e exaurido completamente aquele determinado estilo até se exaurir. Tomemos como exemplo o Ministério Hillsong. De repente todos os artistas seguiram aquele estilo de arranjos, ministração e tudo mais. O que aconteceu? Todos se tornaram cópias, seguiram um mesmo estilo musical e criaram um padrão de sucesso repetido por todos. Entendo que existem tendências, mas elas devem ser aproveitadas como referência e não como uma regra imutável.

Temos tentado através de nossas produções implantar um estilo de qualidade e profissionalismo, independente se é um artista pop, pentecostal ou sertanejo. Não temos medido esforços para que desde nossa embalagem, projetos gráficos ou masterização sejam de qualidade. Acho que esta contribuição para o mercado já é percebida pelos consumidores e lojistas.

[b]Guia-me: Vivemos tempos em que a pirataria tem sido fator de preocupação para as gravadoras. Como a Sony tem se defendido dessa prática ilegal?
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A pirataria física está em declínio. Nosso maior problema hoje é a pirataria virtual. A legislação brasileira ainda é bastante incipiente nesta matéria e isso dificulta muito nosso trabalho de combate. Temos investido em ações pontuais contra alguns sites de downloads ilegais e creio que em 2011 teremos muitas novidades para esta área.

[b]Guia-me: Quais são as suas expectativas e planos de trabalho para o ano de 2011?
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Creio que teremos um ano de muito crescimento. Percebo que a entrada da Sony Music deu uma chacoalhada no mercado que há anos vinha vivendo uma inércia. Minha expectativa é de contratar mais 3 a 4 artistas para o cast e lançar uns 20 projetos entre CD e DVD, ou seja, temos muito trabalho pela frente!

[b]Fonte: Guia-me[/b]