Israelenses e palestinos mantiveram na noite desta segunda-feira, pela segunda vez desde a conferência de 27 de novembro passado em Annapolis, negociações de paz, sem conseguir qualquer progresso devido à política de colonização israelense, informaram representantes das duas partes.

O ex-primeiro-ministro palestino, Ahmed Qorei, e a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, dirigiram as negociações.

As discussões, que duraram várias horas em um grande hotel de Jerusalém, aconteceram no dia seguinte às revelações sobre a construção de 250 alojamentos na colônia de Maalé Adumim (Cisjordânia) e de outros 500 em Har Homa, um bairro da parte leste de Jerusalém.

“Enquanto o processo de colonização não cessar, não poderemos iniciar negociações para uma resolução permanente do conflito”, afirmou à AFP o negociador palestino Saeb Erakat.

Um conselheiro de Livni explicou à AFP que durante as negociações desta segunda-feira, “os palestinos pediram um congelamento total da colonização, e os israelenses pediram que os palestinos respeitem seus compromissos de combater os ativistas e melhorar a segurança, tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza”.

“Desde o início das negociações, tentamos convencer nosso povo de que podemos encontrar uma solução através do diálogo, mas Israel, com sua atitude, mina os esforços para alcançar uma resolução pacífica do conflito”, lamentou Erakat antes da sessão desta segunda-feira.

“Israel tem que escolher entre o caminho das negociações e da paz e o da colonização e da ocupação”, acrescentou.

Os dirigentes do Estado hebreu consideram que as construções em Har Homa não são contrárias aos compromissos assumidos, sustentando que estas colônias integram a “grande Jerusalém”, que inclui a parte leste da cidade, anexada e ocupada em 1967.

“Sempre dissemos que podemos construir em Har Homa, que se encontra dentro dos limites do município de Jerusalém”, definidos unilateralmente por Israel, declarou domingo o ministro dos Aposentados, Rafi Eitan.

Fonte: Folha Online