Um pastor de 41 anos morreu depois de ser atingido por dois tiros no último dia 2 de dezembro, depois de terminar uma cruzada evangelística. O fato aconteceu na rua Hadfield, em Georgetown, uma importante cidade da Guiana.

O pastor Eion David, do Ministério de Entrega da Profecia, recebeu dois tiros de um homem no último domingo enquanto contava as ofertas recolhidas com os líderes da igreja. Ele morreu na segunda-feira pela manhã enquanto recebia tratamento no Hospital Público Georgetown.

De acordo com o Ministério Voz de Salém (SVM, sigla em inglês), Shaundell Williams, a filha do pastor Eion, contou que o pistoleiro entrou na igreja com o rosto coberto por um lenço e usando um boné. Ele mandou que todos os presentes deitassem no chão. Ela chegou a pensar que fosse uma brincadeira de algum membro da igreja.

“Nunca em meus piores sonhos pude imaginar que alguém entraria em uma igreja para roubar. Só percebi que era sério quando ele ordenou pela segunda vez que todo o mundo fosse para o chão e sacou uma arma”, disse Shaundell.

“O ladrão fugiu com dinheiro na mão, uma quantia pequena de jóias e um carro que pertence ao meu marido, Alwin Williams, e que também foi ferido durante a incursão”, disse ela.

Motivação para o crime

Funcionários do Departamento Criminal de Investigação da Polícia disseram que o pastor Eion David recebeu um tiro na cabeça e outro no tórax. O homem disparou no total 32 tiros na igreja.

Autoridades policiais tomaram depoimentos dos membros da igreja. Eles disseram que até o momento não há um motivo para o crime, visto que até onde sabem nunca houve uma queixa contra o pastor. Por isso passou-se a pensar na hipótese de perseguição religiosa.

A Guiana é o terceiro menor país da América do Sul, com o Suriname a leste, a Venezuela a oeste e o Brasil ao sul. A população total é de cerca de 700 mil habitantes, sendo que metade desse contingente é formado por cristãos.

Do restante da população, 35% são hindus, 10% são muçulmanos e 5% professam outras religiões. Fala-se inglês, dialetos ameríndios, crioulo, hindi e urdu.

Fonte: Portas Abertas