No último domingo (7), o prefeito de uma cidade de São Paulo, anunciou a exoneração de um pastor contratado para o cargo de auxiliar administrativo do Hospital São Vicente de Paulo.

A Secretaria da Saúde do município de Jundiaí informou que José Adilson Telles tinha a função de executar o serviço de capelão do local.

Para o prefeito Pedro Bigardi, nenhum cidadão deve receber dinheiro com recursos públicos para realizar trabalhos com esse fim. “Entendi a intenção de se organizar este trabalho dentro do hospital”, declarou sobre a compreensão do trabalho feito no hospital. “Mas a Prefeitura de Jundiaí não pode e nem deve arcar com este custo. Isto cabe exclusivamente às entidades religiosas as quais estes representantes pertencem”, ressaltou.

“O trabalho espiritual é importantíssimo, principalmente para o conforto dos familiares do paciente e tem tudo a ver com a humanização do serviço de saúde que estamos implementando na cidade. Todas as pessoas que desejam oferecer isso em sinal de amor e respeito ao próximo terão este direito garantido pelo Estado Laico no qual vivemos, mas desde que voluntariamente, sem nenhum tipo de pagamento”, disse o prefeito Bigardi.

Pedro Bigardi aproveitou a ocasião para anunciar a criação de um local, dentro do próprio hospital, para uso de membros de todas as religiões. “Este espaço ecumênico servirá de apoio a qualquer missionário, independentemente da religião, para realizar o trabalho em apoio aos pacientes e familiares que estejam no São Vicente”, falou o prefeito sobre o novo espaço.

É comum o trabalho e ministério de evangélicos dentro de hospitais no Brasil. Com a técnica de doutores palhaços, há diversos voluntários que realizam essa missão com pacientes. A Cia. Teatral Expressão de Amor, de Maringá (PR), já produziu um documento com o tema. O Projeto “Terapia da Alegria” é realizado desde 2003, sendo totalmente voluntário.

Segundo o site do projeto, a supervisão é feita pela diretoria, psicóloga do hospital, médico responsável pela Pediatria e Enfermeira Chefe. São elaborados relatórios anuais para a coordenação do Hospital com os resultados obtidos. São atendidas pelo projeto 50 crianças por semana e um total de duas mil crianças por ano.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]