Os ganhadores do Prêmio Nobel da Paz, que terminaram neste sábado uma reunião de três dias em Roma, assinaram a “Carta para um mundo sem violência”, onde asseguram que os valores da não violência “deixaram de ser uma alternativa e passaram a ser uma necessidade”.

A oitava cúpula mundial de Prêmios Nobel da Paz, organizada pela Fundação Gorbachov e pela Prefeitura de Roma, reuniu Dalai Lama, Mikhail Gorbachov, Mohammed Yunus e Lech Walesa, entre outros.

O princípio moral de um mundo não violento é “tratar os outros como qualquer um gostaria de ser tratado”, destaca o documento.

Segundo os premiados, o respeito aos princípios da não violência trará uma ordem mundial mais civil e pacífica. “Os Prêmios Nobel da Paz se mostraram a favor de reformas na ONU e nas organizações de cooperação regional, pois a segurança de cada Estado “pode melhorar por meio da segurança humana global”.

Além disso, consideram fundamental a “total e tangível eliminação” de armamentos nucleares, assim como reduzir e controlar a produção e venda de armas leves para acabar com a violência na sociedade.

Os premiados expressam “forte condenação ao terrorismo, porque violência gera violência e porque nenhum ato de terror contra a população civil de nenhum país pode ser executado em nome de nenhuma causa”.

No entanto, eles lembram que a luta contra o terrorismo não pode justificar a violação dos direitos humanos, o direito humanitário internacional, as normas da sociedade civil e a democracia.

Outro fenômeno que deve ter fim é o da violência doméstica, com um “respeito incondicional da igualdade, da liberdade e dos direitos de mulheres, homens e crianças” por todos os indivíduos e instituições do Estado, a religião e a sociedade civil.

Os conflitos derivados da escassez crescente de recursos naturais, especialmente da água e da energia, também devem ser prevenidos. Os Prêmios Nobel fazem ainda um apelo à ONU e a seus membros para que promovam “a valorização das diferenças étnicas, culturais e religiosas”.

Fonte: EFE