O representante do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs em Vitória (Conic), pastor Norberto Berger, classificou como escravização a forma como vivem os adeptos ao movimento religioso Tabernáculo Vitória.

Mesmo que a entidade seja registrada, segundo Berger há muitos questionamentos a serem levantados aos coordenadores dessa religião. “Ela é uma entidade registrada, mas a gente se pergunta se ela declara os bens a Deus, porque toda igreja tem que fazer isso e há órgãos que fiscalizam essa prestação de contas”.

Os fiéis do movimento religioso vivem em um condomínio fechado, sem contato com parentes que estão do lado de fora, no bairro Santa Tereza, região da Grande Santo Antônio, em Vitória. Há também uma área no Norte do Estado, no município de Ecoporanga. A instituição é presidida pelo pastor Inereu Vieira Lopes.

Para o representante do Conic, para ser pastor é necessário ter formação em teologia e continuar o aperfeiçoamento. O pastor Berger avaliou ainda que as normas impostas pela seita Tabernáculo Vitória são contra os princípios bíblicos. “O Evangelho não nos permite sair da realidade em que estamos inseridos porque assim deixamos de ser evangélicos e deixamos de vivenciar o Evangelho. nenhum ser humano pode se deixar oprimir pela fé. Essa escravização é um choque contra o Evangelho”.

E vai além sobre o Tabernáculo Vitória, movimento religioso que obriga os fiéis a abrirem mão de todos os bens para garantir a salvação eterna. “Isso não tem nada haver com igreja. É para enganar o povo e até para enganar a si mesmo. Está muito claro que a vivência da igreja está muito longe da de Jesus de Nazaré. Ele nos deu a liberdade, morreu para que fôssemos livres”.

Fonte: Gazeta Online