O Supremo Tribunal Federal (STF) não tem mais competência penal para processar e julgar supostas irregularidades cometidas por Geraldo Tenuta Filho, o Bispo Gê (foto), suplente de deputado federal, investigado por empregar “funcionários fantasmas”.

Bispo Gê, está sendo investigado por supostamente empregar “funcionários fantasmas” em seu gabinete, quando exercia o cargo de deputado estadual, em São Paulo, de 2003 a 2006.

A decisão é do ministro Celso de Mello, relator do inquérito.

Entre os “fantasmas” estariam alguns parentes dos fundadores da Igreja Renascer, o casal Sônia e Estevam Hernandes. O caso teve a investigação iniciada pelo então corregedor da Assembléia Legislativa de São Paulo, o ex-deputado estadual Romeu Tuma Júnior.

O Ministério Público passou a investigar estes fatos quando recebeu a informação de uma testemunha de que cinco parentes do casal Hernandes, da Igreja Renascer, foram contratados pela Assembléia Legislativa de São Paulo, lotados no gabinete do parlamentar Bispo Gê Tenuta.

“O indiciado já não mais ostenta – porque mero suplente – a condição de deputado federal”, justificou o ministro. A condição de suplente não confere a Gê Tenuta prerrogativa de foro nas infrações penais comuns.

Fonte: O Globo