A última audiência de instrução do caso Lucas Terra foi adiada por não comparecimento de envolvido. A mãe do adolescente, Marion Terra, iria ser submetida a uma acareação com o pastor da Igreja Universal Luciano Miranda, às 10h no Fórum Ruy Barbosa. Uma nova audiência foi agendada para o dia 9 de março.

Acareação é o procedimento quando duas pessoas apresentam divergências nos depoimentos. A polícia está responsável por encontrar Luciano e obrigá-lo a comparecer na nova audiência.

O promotor público responsável pelo caso, David Gallo, informou que houve contradição entre os depoimentos das duas testemunhas, por isso eles seriam.

A mãe de Lucas Terra antecipou depoimento em que acusará mais duas pessoas de estariam envolvidas com o crime. ‘Logo, logo todos vão saber o que eu sei e que ainda não disse’, disse Marion Terra. ‘[Um deles é] Edvaldo, que foi o primeiro a ligar para meu marido no dia em que o corpo de Lucas foi encontrado’, declarou a mãe.

Os pais de Lucas Terra não divulgaram a outra pessoa a ser acusada. ‘Só vamos divulgar este criminoso posteriormente, quando conseguirmos condenar os outros dois acusados o bispo Fernando Aparecido e o pastor Joel Miranda’, contou o pai da vítima, Carlos Terra.

Caso

O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Fernando Aparecido, e o Pastor Joel Miranda são acusados no processo de terem violentado sexualmente e depois matado e carbonizado o garoto de 14 anos em março de 2001.

No último dia 24 de setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, rejeitou o recurso do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e manteve a decisão do Tribunal de Justiça do estado (TJ-BA) que diminuía a pena do pastor Sílvio Galiza, o terceiro acusado pela morte de Lucas Terra, de 18 para 15 anos de detenção.

O Tribunal de Justiçada Bahia também condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar uma indenização de R$ 1 milhão (R$ 2 milhões de reais após correção monetária) aos pais de Lucas Terra em março de 2007.

Segundo a promotoria do caso, Galiza teria pedido, na noite do assassinato, que Lucas ficasse para rezar um pouco mais no templo da Igreja Universal, no bairro do Rio Vermelho. Juntamente com Aparecido e Miranda, ele teria estuprado Lucas e o queimado vivo, ocultando o corpo numa vala situada na Avenida Vasco da Gama.

Fonte: Correio da Bahia