Descrevendo Sheryl Crow como “defensora destacada da destruição de vidas inocentes”, o arcebispo católico de St. Louis renunciou à presidência de uma organização médica beneficente para crianças que convidou a cantora para apresentar-se num concerto beneficente.

O arcebispo Raymond Burke renunciou à presidência da Fundação Infantil Cardeal Glennon depois de seu conselho de diretores ter se negado a cancelar o concerto de Sheryl Crow, previsto para sábado, em St. Louis.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, o arcebispo disse que, pelo fato de Crow ser “conhecida militante em favor do aborto” e defensora das pesquisas com células-tronco, sua participação no concerto constitui “uma afronta à identidade e missão do centro médico, que é dedicado ao serviço à vida e à missão curadora de Cristo.”

Os pontos de vista conservadores de Burke são conhecidos. Durante a campanha presidencial de 2004 ele sugeriu que o candidato democrata John Kerry, que é católico, deveria ser proibido de comungar em função de suas opiniões sobre o aborto.

Um documento distribuído pela arquidiocese afirmou que as idéias de Crow equivalem a “dar escândalo”, o que é definido pelo catecismo católico como “uma atitude ou um comportamento que conduzem outra pessoa ao mal.”

Fonte: Reuters