Local da sala do trono do rei Herodes Antipas em Maquero, na Jordânia, com o Mar Morto ao fundo. (Foto: Prof. Gyozo Voros)
Local da sala do trono do rei Herodes Antipas em Maquero, na Jordânia, com o Mar Morto ao fundo. (Foto: Prof. Gyozo Voros)

A sala do trono onde Salomé dançou diante do rei Herodes Antipas, pedindo a cabeça de João Batista, foi descoberta em Maquero, uma colina fortificada situada na Jordânia, a 24 quilômetros do rio Jordão.

A descoberta foi feita por arqueólogos durante o processo de reconstrução do palácio construído pelo pai de Antipas, Herodes I, segundo o jornal israelense Haaretz.

A fortaleza de Maquero foi construída há mais de 2.000 anos, em um penhasco com vista para o Mar Morto, nos dias do Segundo Templo em Jerusalém. De acordo com o Talmude, uma coletânea de textos rabínicos, a fumaça das ofertas do sacrifício podia ser vista subindo dos altares do Templo em Jerusalém por todo o caminho em Maquero.

A colina fortificada foi originalmente construída pelo rei Asmoneus, Alexandre Janeu, por volta de 90 a.C., servindo como uma importante posição estratégica militar. No entanto, foi destruída pelo general de Pompeu, Aulo Gabínio em 57 a.C., passando a ser reconstruída por Herodes I em 30 a.C., servindo como uma base militar para controlar os territórios a leste do Jordão.

Com a morte de Herodes, o Grande, a fortaleza foi passada para seu filho, Herodes Antipas, que governou de 4 a.C. até 39 d.C. Foi nessa época que João Batista foi preso e decapitado em Maquero.

Após a morte Antipas em 39 d.C., a fortificação ficou sob o comando de Herodes Agripa I até 44 d.C. Em seguida, ficou sob o controle de Roma, até que, em 66 d.C., rebeldes judeus conquistaram a fortaleza durante a Primeira Revolta Judaica.

A escavação arqueológica de Maquero foi iniciada em 1968 por Jerry Vardaman, então membro do Seminário Teológico Batista do Sul, e mais tarde diretor do Instituto de Arqueologia Cobb, da Universidade Estadual do Mississippi.

Dentro da área fortificada estão as ruínas do palácio herodiano, incluindo quartos, um grande pátio e um banheiro com fragmentos do mosaico do piso ainda remanescentes.

Mais abaixo, na encosta da colina, estão outras muralhas e torres, representando provavelmente a “cidade baixa”, sobre a qual o historiador Flávio Josefo escreveu. Há também um aqueduto que levava água para as cisternas da fortaleza.

Fonte: Guia-me com informações de Haaretz