Igreja Assembleia de Deus de Amadora, em Portugal
Igreja Assembleia de Deus de Amadora, em Portugal

Brasileiros que moram nas dependências da Igreja Assembleia de Deus de Amadora, em Portugal, negaram ser vítimas de tráfico de pessoas.

O local é o mesmo onde três pastores foram presos, na última semana, acusados de tráfico humano e auxílio à imigração ilegal para o país lusitano.

Uma das fiéis brasileiras, que não quis se identificar, afirmou que a decisão de viver na igreja partiu das próprias pessoas, por conta de necessidades financeiras.

– A igreja veio para este local há 15 anos. As salas onde estão as famílias já foram usadas como sala de reuniões, sala do coro. Mas alguns fiéis estavam passando por necessidades e acabaram vindo morar aqui – disse.

Outra brasileira, que saiu de São Paulo para morar em Portugal, disse que, apesar de não morar em uma casa, as condições de vida são boas no alojamento.

– Tenho TV nova, PlayStation, pago internet só para minha família, minha mãe veio de férias me visitar, atrás da minha cama a parede tem textura azul. Se estivesse aqui à força, ia mandar meu marido fazer textura na parede? – questionou.

Uma fiel que veio de Goiás afirmou que os moradores têm total liberdade para viver no alojamento e que possuem as chaves de seus quartos, podendo sair e entrar a qualquer hora do dia.

– Antes, eu pagava 300 euros (cerca de R$ 1.370) em um quarto, numa casa onde minha filha não podia fazer nada, porque reclamavam do barulho. Estamos muito melhor neste espaço – declarou.

Procurado para comentar a situação, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa disse que foi informado da situação e que prestará apoio consular, quando solicitado, de acordo com a legislação nacional e internacional.

Fonte: Pleno.News