Os religiosos vão defender restrições ao aborto previsto em lei e farão ataques contra a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que facilitou o casamento gay.

Nesta terça-feira (4), grupos católicos se preparam para protestar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra o aborto, o casamento gay, a criminalização da homofobia, entre outros temas. A 6ª Marcha Nacional da Cidadania Pela Vida deve reunir cerca de 30 mil pessoas.

Os religiosos querem defender as restrições ao aborto previsto em lei e a aprovação do Estatuto do Nascituro. O Estatuto do Nascituro garante os direitos aos bebês desde o primeiro dia da gestação. Na prática, esse lei pode vedar o aborto mesmo nos casos já previstos por lei. A proposta deve ser votada na quinta-feira pela Comissão de Finanças da Câmara.

Os protestos também questionarão a indicação do advogado Luís Roberto Barroso para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, pela presidente Dilma Rousseff. Ele enfrenta resistência por defender as uniões estáveis homoafetivas, bem como o aborto de anencéfalos. Barros é apontado também como “aquele que derfende o ex-ativista italiano Cesare Battisti”.

Os grupos religiosos também devem protestar contra a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obrigou todos os cartórios do país a realizar o casamento gay. Além disso, os eles clamarão pela liberdade religiosa.

Os protestos acontecem dois dias após a Parada Gay em São Paulo, que reuniu cerca de 220 mil pessoas e onde houve manifestações de repúdio ao deputado Marco Feliciano (PSC), que foi eleito este ano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM).

Os protestos deverão ganhar força com uma outra manifestação de evangélicos, organizada pelo popular televangelista, o pastor Silas Malafaia. O evento deve acontecer amanhã (05) em frente ao Congresso e deve reunir até 100 mil pessoas.

[b]Fonte: The Christian Post e Folha de São Paulo[/b]