Soldados do Corpo de Bombeiros e voluntários fazem busca e resgate de pessoas em escombros de casas soterradas por lama após fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Soldados do Corpo de Bombeiros e voluntários fazem busca e resgate de pessoas em escombros de casas soterradas por lama após fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais provocaram um rastro de destruição e elevaram para 64 o número de mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. Equipes de resgate seguem mobilizadas nesta sexta-feira (27) nas áreas afetadas, onde ainda há registro de desaparecidos e novos riscos de deslizamento.

Em Juiz de Fora, o total de vítimas fatais chegou a 56. Cinco pessoas continuam desaparecidas. Segundo o Corpo de Bombeiros, um novo deslizamento atingiu três casas no Bairro Bom Clima, abrindo mais uma frente de buscas e resultando em mais um desaparecido.

No município, 51 pessoas foram resgatadas com vida. Ao todo, 700 moradores estão desabrigados e dependem de abrigos públicos, enquanto cerca de 3,5 mil estão desalojados, acolhidos temporariamente por parentes ou amigos.

Em Ubá, seis mortes foram confirmadas e duas pessoas seguem desaparecidas. As equipes de resgate continuam as buscas nas áreas atingidas. A cidade contabiliza 80 resgatados com vida, além de 25 desabrigados e 396 desalojados.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta vermelho de “grande perigo” para chuvas intensas na região, com previsão de volumes superiores a 60 mm por hora ou mais de 100 mm em 24 horas. O aviso indica alto risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios.

Igreja é invadida pela água em Juiz de Fora

Entre os imóveis atingidos está uma igreja evangélica localizada em Juiz de Fora. Na terça-feira (24), o templo da “A Igreja do Brasil” foi invadido pela enchente, que derrubou os muros do pátio e destruiu a porta de entrada.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o pastor William Hudson mostrou o interior do prédio completamente alagado. “Acabei de chegar aqui, acabou tudo. Os muros do fundo caíram também, não para de encher de água. A igreja virou passagem do rio, está passando dentro da igreja”, relatou.

Segundo ele, cinco anos de investimento foram perdidos em poucas horas. A mesa de som, avaliada em cerca de R$ 40 mil, foi atingida, e os prejuízos estruturais incluem a reconstrução dos muros, estimada em mais de R$ 200 mil. “Nós vamos demorar algum tempo para poder voltar para o nosso espaço, isso se for possível”, afirmou.

A igreja iniciou uma campanha online para arrecadar recursos destinados à reconstrução do templo. Doações podem ser feitas via PIX (CNPJ): 39.304.681.0001-17. O pastor também pediu apoio em oração e solidariedade.

Igrejas se mobilizam para ajudar vítimas

Além de enfrentar perdas, membros da congregação atingida estão atuando no apoio às vítimas das enchentes, auxiliando em resgates e na limpeza de residências.

Na cidade, a Igreja Pentecostal Morada de Deus está funcionando como ponto de arrecadação de donativos. A instituição recebe água potável, alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, roupas para adultos e crianças, fraldas e materiais de limpeza. O endereço é Rua Bernardo Mascarenhas, 1334, Bairro Fábrica.

Enquanto as buscas continuam e o alerta de chuvas permanece, moradores da região enfrentam dias de luto, incerteza e reconstrução diante de uma das maiores tragédias recentes na Zona da Mata mineira.

Folha Gospel com informações de Estadão, Metrópoles, Guia-me e Comunhão

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