Igreja Assembleia de Deus da Vila Redenção, em Aparecida de Goiânia (Foto: Douglas Schinatto - O Popular)
Igreja Assembleia de Deus da Vila Redenção, em Aparecida de Goiânia (Foto: Douglas Schinatto - O Popular)

A igreja evangélica Assembleia de Deus da Vila Redenção, em Aparecida de Goiânia (GO), decidiu ir à justiça para permanecer aberta durante a pandemia.

A ação judicial protocolada na tarde deste sábado (28) pede a reabertura do templo, que está proibida de realizar suas atividades religiosas devido aos decretos estadual e municipal, ambos realizados com o intuito de proibir aglomerações para combater a proliferação do novo coronavírus (Covid-19).

O mandado de segurança com pedido de tutela de urgência é em desfavor do governador Ronaldo Caiado (DEM). O pedido, se estende ao prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB). Segundo informa, O Popular.

O documento, remetido à 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, conta que uma das igrejas do grupo foi notificada no dia 23 de março determinando o seu fechamento imediato, colocando todos os fiéis para fora do local, com base nos decretos de combate à Covid-19.

No argumento dos advogados da Igreja, Edvaldo Adriany Silva e Samuel Rocha Alves, os decretos ferem “a liberdade religiosa do cidadão sob o argumento de que a sua finalidade era evitar o contágio do coronavírus”.

Ainda na ação, os advogados ressaltam que a igreja é uma congregação de médio porte com aproximadamente 300 fieis. E desde então, passou a realizar postagens on-line de mensagens a seus fiéis”. Mas que, ainda assim, “existe um grupo de fieis, que buscam o refúgio da igreja para realizar suas orações”. E por isso, ainda se mantinha aberta.

A ação ainda diz que neste cenário caótico, evita que o cidadão não entre em um processo de histeria coletiva e social, como em filmes apocalípticos, é justamente a fé das pessoas em suas religiões.

“Logo a igreja nestes dias de crise deveria ser é obrigada a se manter aberta 24 horas para dar conta de tratar toda a população e não obrigada a fechar por ato normativo ilegal, argumenta os advogados”. Diz, um trecho da ação.

Fonte: O Popular e Amigo de Cristo