Em 25 de julho, uma troca de palavras ásperas– entre Ruth, uma mulher cristã, e Fouad Gassem, um homem muçulmano que havia estacionado seu automóvel na frente da casa dela – se transformou em agressão, por parte do homem, contra Ruth e outros moradores cristãos do bairro.

Depois que Ruth, grávida de cinco meses, foi agredida, uma multidão de muçulmanos esperou os cristãos agricultores retornarem dos campos: então esses cristãos foram interceptados e espancados com barras de ferro e tubos de construção. As forças de segurança conseguiram conter a situação.

Seis cristãos, incluindo Ruth e sua cunhada, Hannan, foram hospitalizados com traumatismos, ferimentos na cabeça e partes do corpo muito lesionadas ou fraturadas. Nenhum muçulmano foi ferido.

Nenhum dos agressores muçulmanos foi preso. O marido de Ruth, Kirillos Daniel, foi acusado de posse ilegal de arma – uma espingarda que foi encontrada jogada no local onde os cristãos foram atacados – e está sob detenção.

Em uma entrevista à TV CTV, o padre Estephanos Shebata, da diocese Samalout, disse: “A verdadeira razão por trás desse ataque foi o sino da igreja, que tem incomodado e enfurecido muito os muçulmanos da aldeia.” Ele disse que a igreja na aldeia de Ezbet Jacob Bebawi está em ruínas, tendo recebido a permissão para ser reconstruída na semana passada, sendo que o sino da igreja já foi instalado.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]