Estudantes em sala de aula na China
Estudantes em sala de aula na China

O site de notícias sobre liberdade religiosa e direitos humanos Bitter Winter relatou que autoridades municipais de uma cidade na província de Hebei, no norte da China, receberam instruções sobre como lidar com estudantes e professores que expressam suas crenças religiosas.

Professores e estudantes estrangeiros não têm permissão para pregar ou promover religião, e os estudantes locais são proibidos de falar com outros sobre sua religião ou incluí-los em atividades religiosas, de acordo com um documento interno visto pelo site de notícias.

Na província de Shandong, leste da China, os estudantes foram informados pelas autoridades escolares a renunciarem à sua fé.

Uma aluna contou à Bitter Winter que foi informada de que, se ela mantivesse sua fé cristã, não receberia seu diploma. Outra estudante que estuda em uma universidade de medicina, disse que foi questionada e pressionada a desistir de sua fé. Além disso, disseram-lhe que ela poderia ser chamada para ter uma “conversa sobre ideologia” em breve.

Grupos de estudantes cristãos também são alvo dos novos regulamentos, relata Bitter Winter.

Recentemente, autoridades fecharam um local de encontro de estudantes de uma escola no distrito de Zhoucun, na cidade de Zibo, e estudantes da Haidu College, em Shandong, também foram advertidos a deixar de participar de reuniões cristãs, conforme reportou o site.

Em outubro, o World Watch Monitor relatou como as crianças das escolas de ensino médio de duas escolas na província de Zhejiang foram levadas a preencher um formulário afirmando que elas não seguiam uma religião.

A pressão sobre os cristãos da China vem aumentando desde a introdução de novas regulamentações religiosas em fevereiro, que incluiu a proibição de menores de 18 anos de frequentar a igreja ou receber qualquer tipo de educação religiosa.

Centenas de líderes cristãos assinaram uma carta pública em agosto, pedindo ao governo que pare com suas “ações violentas” contra os cristãos, incluindo forçar as igrejas a se juntarem a organizações religiosas controladas pelo governo.

Nas últimas semanas, várias igrejas não registradas na província de Sichuan, no sudoeste do país, foram pressionadas a aderir ao Movimento Patriótico das Três Autonomias, segundo a organização ChinaAid.

“Alguns pastores receberam a advertência final do governo, exigindo que tomem uma decisão dentro de duas semanas: ou se unir a Igreja dos Três Poderes ou serem dissolvidos”, disse um cristão local à organização.

O Comitê de Assuntos Étnicos e Religiosos de Sichuan disse em seu site que treinou mais de 100 funcionários para ajudar na “aplicação da lei” de controle de igrejas na província, disse a ChinaAid.

Fonte: Missão Portas Abertas