A Coordenadoria Social Pastoral Evangélica Nacional (Cosopaen) reiterou o pedido de que a Concordata entre o Vaticano e a República Dominicana seja declarada inválida pela Suprema Corte de Justiça.

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A Cosopaen entende que o acordo alimenta a discriminação, não só em termos econômicos, mas também políticos e sociais, em prejuízo das minorias religiosas.

Há meses, o povo evangélico dominicano marchou em frente à sede da Suprema Corte de Justiça exigindo o fim da concordata vigente entre a Igreja Católica e o Estado, assinada na era do ditador Rafael Leonidas Trujillo, há mais de 50 anos. A Concordata reconhece o catolicismo como a religião oficial da República Dominicana e garante fundos para o funcionamento da Igreja Católica nacional.

“É importante que o Núncio reconheça que, assim como a Igreja Católica desfruta das riquezas da nação, os evangélicos e outras religiões têm o mesmo direito a desfrutar dessas riquezas”, assinalou a Cosopaen.

A reiteração dos evangélicos dominicanos coincide com a discussão na Espanha sobre a conveniência ou não de comunidades não-católicas que trabalham em assistência social ou projetos de desenvolvimento receberem fundos provenientes de impostos, tal como acordou o governo de Zapatero com a Igreja Católica, o que pôs fim à ajuda adicional de financiamento que ela recebia do Estado.

Fonte: ALC