Paolo Gabriele, ex-mordomo do papa responsável pelo vazamento de documentos sigilosos, acha que sua pena de 18 meses de prisão domiciliar é justa e, por isso, não vai recorrer, disse sua advogada nesta quinta-feira.

Cristiana Arru disse à Reuters que Gabriele queria manter a sentença por furto qualificado, imposta no sábado. “Paolo decidiu desde o começo que queria arcar com as consequências das suas ações. Se recorresse, significaria o contrário”, afirmou ela.

A promotoria pediu três anos de pena, mas o tribunal só concedeu metade disso, por ele ser réu primário. Gabriele vai cumprir a pena no apartamento do Vaticano onde vive com a família.

Há ampla expectativa de que o papa, como soberano da Cidade do Vaticano, perdoe Gabriele, e que ele continue trabalhando no Vaticano, em um cargo subalterno.

Gabriele disse durante o julgamento que não se considera um ladrão e que furtou os documentos que apontavam suspeitas de corrupção no Vaticano por causa do seu amor “visceral” pela Igreja e pelo papa.

[b]Fonte: Estadão[/b]