Americana diz que foi chamada de ‘pecadora imoral’ em escola de Indiana. Professores são ‘exemplo’, diz diocese, que virou alvo de processo.

Uma professora do estado americano de Indiana entrou com um processo esta semana contra a diocese local. Emily Herx afirma que foi expulsa da escola católica onde lecionava depois de a direção ficar sabendo que ela estava se submetendo a um tratamento de fertilização in vitro para engravidar.

No processo, registrado em Fort Wayne, Indiana, a professora alega que, após ser demitida, um antigo membro da administração da igreja lhe disse que a tentativa de engravidar daquela forma fazia dela uma “pecadora gravemente imoral”.

Documentos apresentados à corte mostram que a mulher recebera boas avaliações na escola St. Vincent de Paul durante o período de 2003 a 2011, enquanto dava aulas lá.

Herx, que é casada, foi diagnosticada em 2010 com uma condição que causava infertilidade. Ela passou a se submeter ao tratamento, e informou à escola quando teve que usar licenças de saúde por conta disso. A princípio, o diretor permitiu que ela se licenciasse, mas quando um ano depois ela voltou a pedir licenças, foi demitida.

A diocese afirmou que os professores, mesmo aqueles que, como Herx, que não são católicos, são requisitados por contrato a praticar os preceitos da religião e “servir como exemplos morais”.

Ainda em fevereiro, o papa Bento XVI pediu que casais inférteis não usassem fertilização in vitro ou outras formas de procriação artificial, considerados pela Igreja Católica uma afronta à dignidade humana e à dignidade do casamento.

[b]Fonte: G1[/b]

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