Segundo a Igreja Católica holandesa, o bispo Franz Schraven foi queimado vivo na China por se opor ao estupro de meninas.

A Igreja Católica holandesa pediu a beatificação de um bispo queimado vivo por soldados japoneses em 1937 na China por ter se oposto ao estupro de 200 meninas e sugeriu o seu nome para santo patrono das vítimas de abusos sexuais.

Franz Schraven nasceu na Holanda e ocupava o cargo de bispo da cidade chinesa de Zhengding, 260 km ao sul de Pequim, quando foi morto. Naquele fatídico ano, o Japão invadiu o país vizinho e seu Exército promoveu uma série de massacres e violações de massa.

Naquela época, 5 mil pessoas se refugiaram na sede do bispado do município. Os militares japoneses pediram então que Schraven desse a eles 200 garotas para serem escravas sexuais em bordéis destinados aos oficiais invasores, mas o religioso se recusou a atender ao pedido. “Vocês nunca terão aquilo que pedem, eu prefiro morrer”, disse o holandês, que foi levado junto com outros oito sacerdotes e, ao lado deles, banhado em gasolina e queimado vivo.

“Felizmente, na Igreja existem pessoas que escolheram o lado certo, que condenaram os abusos e que sacrificaram as suas vidas quando foi necessário”, afirmou o bispo responsável pelo pedido de beatificação, Franz Wiertz, nos documentos enviados ao Vaticano.

Na Holanda, milhares de menores foram vítimas de abusos sexuais no âmbito da Igreja Católica entre 1945 e 2010 e 800 supostos responsáveis foram identificados por um relatório de uma comissão independente apoiada pela Santa Sé.

[b]Fonte: Ansa[/b]